Em breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portalEm breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Barrada a indicação ao STF e em meio à revisão das punições dos atos golpistas, o governo vê o Legislativo ampliar protagonismo e redefinir equilíbrio entre os Poderes
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Congresso Nacional (Foto: divulgação)
Compartilhar
A semana consolidou uma sequência de derrotas políticas relevantes para o Presidente Lula. E, desta vez, com nome e sobrenome. A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal naufragou no Congresso Nacional. E mostrou que o Planalto perdeu a capacidade de alinhar a base até em temas de alto interesse institucional. Não foi apenas uma rejeição técnica; foi política, calculada e com endereço certo.
No mesmo pacote, avançou no Congresso a proposta que atenua a dosimetria das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023. Na prática, abre-se caminho para reduzir punições de quem participou da tentativa de ruptura institucional. E justamente ao flexibilizar as consequências de um dos episódios mais graves da democracia recente.
Esse movimento reposiciona o Congresso não apenas como protagonista. Mas como fiador de uma agenda sensível e controversa. Ao mexer na régua das penas, deputados e senadores deixam de ser espectadores críticos das decisões judiciais. Isso porque passam a assumir responsabilidade direta sobre o recado institucional que o país envia, dentro e fora.
E o recado, neste momento, é ambíguo.
No Dia do Trabalhador, Lula tentou retomar o controle da narrativa com um discurso voltado a emprego, renda e direitos sociais. Mas a fala colidiu com a realidade política da semana: um governo que fala para sua base, enquanto perde terreno no tabuleiro onde as decisões de fato estão sendo tomadas. A desconexão entre discurso e capacidade de articulação ficou evidente.
A expectativa agora recai sobre o que o Congresso fará com o poder que demonstrou ter. Se a flexibilização das penas avançar sem critério sólido, o risco é institucionalizar a leniência com ataques à democracia. E, do lado do governo, a lição é clara: sem reconstruir pontes políticas, novas derrotas deixarão de ser exceção para virar rotina.
Leia outras notícias no Portal RSN.
Rodapé- Blog da Cris 2Rodapé- Blog da Cris 2