
ATIVIDADES PRÁTICAS
Outra demanda dos acadêmicos se relaciona aos espaços para fazerem as atividades práticas. Um deles, o Centro de Simulação do Departamento de Medicina (Cemed), teve atendimento interrompido, conforme os estudantes. Dessa forma, o retorno das atividades dependeria da assinatura do convênio por parte da Prefeitura de Guarapuava. De acordo com o professor Fabio Hernandes, reitor da Unicentro, o convênio encontrava-se em tramitação tanto na Unicentro, quanto na Prefeitura. "Acreditamos que, por esses dias, a prefeitura deva assinar 'pra' gente retomar as ações no Ambulatório da universidade." Já o prefeito de Guarapuava, Celso Góes, disse que foi "pego de surpresa" com o teor da carta. Além disso, afirmou que, ao ler, não entendeu "o que a prefeitura de Guarapuava tinha a ver com a administração do curso de medicina" no município. Entretanto, os acadêmicos afirmam que o convênio com Ambulatório Médico de Especialidades (Ame) "tem se arrastado sem respostas satisfatórias dos órgãos superiores". O Ame é de responsabilidade do Consórcio Intergestores de Saúde da 5ª Região de Saúde do Paraná (Cis 5ªRS), do qual Celso Góes é presidente. Sobre essa demanda, o prefeito afirmou que o trabalho foi iniciado há pouco tempo, "30 dias aproximadamente". Portanto, "todos os trâmites" estariam "andando normalmente". "É um trâmite normal, de burocracia normal, que já estão todos praticamente assinados". "Eu [prefeito] até não entendi o que estão reivindicando, o que a prefeitura, o que o prefeito Celso Góes tem a ver com isso porque nós estamos em dia com todas as nossas colocações".HOSPITAL REGIONAL
O reitor da Unicentro falou ainda sobre as cobranças dos alunos em relação às ações no Hospital Regional de Guarapuava e de outros hospitais que eles possam desenvolver atividades. Conforme o reitor, a Unicentro participou de duas reuniões para discutir o assunto. "Temos o parecer de que até maio, o nosso Hospital Regional estará com mais leitos abertos", assim como com outros serviços em funcionamento. Dessa forma, segundo o reitor, é justamente no período em que começam os internatos dos alunos. "Toda essa demanda dos alunos é pra que, a partir de maio, a gente esteja com ações sendo desenvolvidas na sua integralidade".A CARTA
O Centro Acadêmico de Medicina Marco Antonio Zago, protocolou a carta ao Conselho Universitário da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) na sexta (3). Conforme o documento publicado no Instagram, os problemas começaram no segundo semestre de 2022.De acordo com os acadêmicos, as aulas do 5º ano, período correspondente com o internato seguem "sem um projeto definitivo", isso porque depende da nomeação de professores pelo Governo do Estado. Desse modo, a 'Carta aberta à comunidade' representa os alunos de todos os períodos do curso de Medicina da Unicentro.Hoje, caminhando para o final do calendário letivo do semestre, os alunos permanecem sem suporte para algumas atividades práticas que são de extrema importância para a formação dos acadêmicos e para a saúde pública do município.
A carta na íntegra está disponível no perfil do Instagram do Centro Acadêmico. Já para conferir as entrevistas completas com o secretário, o reitor e o prefeito, basta acessar o Facebook do Portal RSN. Leia outras notícias no Portal RSN.