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Aquarelas que retratam a origem de Guarapuava retornam à cidade
Exposição "Do Contato ao Confronto" traz 38 obras do século XVIII sobre a chegada dos portugueses e combates com indígenas
Thiago de OliveiraJornalista
2 min de leitura
(Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)
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Um pedaço fundamental da história de Guarapuava retornou à cidade após mais de dois séculos. Na noite de sexta (24) o Teatro Municipal Marina Karam Primak abriu a exposição “Do Contato ao Confronto: A Conquista de Guarapuava no Século XVIII”. Assim, o público pôde ver pela primeira vez 38 aquarelas históricas do artista Joaquim José de Miranda, produzidas no final do século XVIII. As obras retratam a chegada dos portugueses e a expedição de Afonso Botelho de Sampaio e Sousa pelos antigos Campos de Guarapuava.
O retorno das aquarelas, fruto de quase 17 anos de esforços, é uma iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico de Guarapuava (IHGG), junto à Secretaria Municipal de Cultura. As peças integram a Coleção Beatriz e Mário Pimenta Camargo, casal de colecionadores que preservou essas aquarelas.
HISTÓRIA EM AQUARELA
A cerimônia de abertura contou com a apresentação da Orquestra da Corporação Musical de Guarapuava. Além disso, a Secretaria de Comunicação exibiu um documentário com depoimentos de pesquisadores do IHGG, contextualizando a importância das obras.
As aquarelas de Joaquim José de Miranda são narrativas visuais da expedição de Afonso Botelho, ocorrida entre 1770 e 1771. Conforme a escritora e pesquisadora Marilda Alves de Campos, as imagens detalham paisagens, encontros e confrontos com os povos indígenas. “É como uma história em quadrinhos que conta justamente essa chegada dos portugueses aqui nos Campos de Guarapuava. É um documento extraordinário, muito bonito.”
EXPOSIÇÃO ITINERANTE
Após a estreia no Teatro Municipal, a exposição seguirá um roteiro pela cidade. Posteriormente, o público poderá conferir as obras na Prefeitura, na Câmara Municipal e em outros espaços culturais, que a organização divulgará em breve.
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