O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) não digeriu o aumento de 16% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovado pelo Senado Federal por 41 votos contra 16, nessa quarta feira (7). De acordo com Bolsonaro, este não é o momento de aumentar despesas.
A proposta de reajuste foi encaminhada ao Congresso em 2015 pelo então presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Um ano depois, a Câmara aprovou o reajuste, mas o aumento ainda não havia sido analisado pelos senadores. O texto estava parado desde 2016 no Senado e foi incluído na pauta da Casa na última terça (6).
O impacto nas contas da União está previsto em R$ 5 bilhões em 2019. Os senadores também aprovaram um segundo projeto que também reajusta em 16% o salário do procurador-geral da República - os vencimentos também passarão para R$ 39,2 mil.
O aumento fará com quer os ministros passem a receber mensalmente R$ 39,2 mil contra os atuais R$ 33,7 mil, mas ainda depende da sanção de Michel Temer.
O que chama a atenção é que esse aumento é precedente para deputados e senadores, que também poderão reivindicar aumento salarial.
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Cristina Esteche
Jornalista
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