A estreia do Brasil na Copa do Mundo terminou com um empate em 1 a 1 diante de Marrocos. O resultado deixou a sensação de que a Seleção poderia ter uma partida melhor e menos travada pela ansiedade.
Nos primeiros minutos, o time de Carlo Ancelotti demonstrou nervosismo. Erros de passe se acumularam e a equipe teve dificuldade para impor seu ritmo. Foram 39 passes errados em apenas 45 minutos.
Marrocos aproveitou o momento. Após uma falha de Alisson, os africanos abriram o placar e aumentaram a tensão brasileira.
VINICIUS SALVA PRIMEIRA ETAPA RUIM
Se coletivamente o Brasil deixou a desejar, individualmente Vinicius Júnior apareceu quando mais precisava.
O camisa 7 marcou um golaço e recolocou a Seleção na partida. Em meio a uma atuação apagada da maior parte do setor ofensivo, Vini foi o jogador capaz de transformar uma jogada comum em esperança.
O gol também pode representar um ponto de virada. Cobrado por atuações mais decisivas com a camisa da Seleção, Vinicius mostrou personalidade em um momento delicado.
SUPERIOR, MAS SEM AUTORIDADE
O segundo tempo trouxe um Brasil mais organizado. Ancelotti mexeu em todo o meio-campo e a equipe passou a controlar mais a posse de bola. A Seleção foi superior durante boa parte da etapa final. Teve mais a bola, empurrou Marrocos para trás e rondou a área adversária, mas faltou autoridade.
O domínio territorial não se transformou em grandes oportunidades. O Brasil teve a posse, mas não teve imposição. Faltou intensidade, criatividade e presença ofensiva para transformar superioridade em vitória.
ABAIXO DO ESPERADO
Alguns nomes importantes passaram longe de uma boa atuação. Raphinha pouco produziu e novamente teve dificuldades para ser decisivo. Lucas Paquetá não conseguiu render e perdeu muitas bolas bobas.
Igor Thiago teve uma estreia discreta e praticamente não conseguiu incomodar a defesa marroquina.
Casemiro, por sua vez, sofreu com a intensidade do meio-campo adversário e não conseguiu dar ao Brasil o controle que costuma oferecer.
EMPATE QUE DEIXA ALERTAS
O empate não é uma tragédia. Mas também está longe de ser motivo para tranquilidade. Uma partida que expôs muito erros da seleção que precisam ser corrigidos ao longo da copa.
*Colaboração de Lucas Scotini
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