A destinação de donativos arrecadados para famílias atingidas pelo tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu em novembro do ano passado. Na manhã desta quarta (2), equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em dois espaços públicos. De acordo com a ação, trata-se de locais utilizados no recebimento, armazenamento e gerenciamento das doações. As apreensões envolveram a Secretaria Municipal de Assistência Social e o barracão do Centro de Eventos do município. Em contato com o Portal RSN na tarde desta quarta, o prefeito Sezar Bovino nega qualquer possibilidade de desvio ou envolvimento da Prefeitura.
De acordo com a Polícia Civil, a operação busca esclarecer se parte dos alimentos, bens e mantimentos arrecadados para atender a população afetada pelo desastre teve destino diferente daquele originalmente previsto. A investigação apura, em tese, a ocorrência de peculato, crime relacionado à apropriação, desvio ou utilização indevida de bens que estejam sob responsabilidade de agentes públicos.
Durante as buscas, houve a apreensão de documentos e equipamentos de informática, entre eles notebooks. O material vai passar pela análise de investigadores para reconstruir o fluxo das doações, identificar registros de entrada e saída de produtos. E verificar ainda a logística de distribuição dos donativos. A 2ª Subdivisão Policial de Laranjeiras do Sul conduz a operação, em conjunto com o Ministério Público.
PREFEITO ASSEGURA QUE NÃO ENVOLVIMENTO DA PREFEITURA
A investigação permanece sob sigilo e, nesta fase, não há confirmação de que tenha ocorrido desvio. De acordo com o prefeito, ele ainda desconhece o que está ocorrendo. "Só sei que vieram e levaram dois computadores do barracão". Conforme Bovino, trata-se de um espaço que pertence ao Movimento União BR, uma organização humanitária montada na cidade após o tornado. "Tudo lá está registrado num sistema com nome, CPF, de que doa e de quem recebe doações oficiais. Quando vem uma igreja, uma loja e outras entidades o barracão é cedido para a entrega dos donativos. Nesses casos não há registros. Mas nada disso passa pela Prefeitura".
Sezar Bovino cita como exemplo a chegada de caminhões com 200 colchões, carregamento de geladeiras e de fogões. Além de carregamento de telhas; 200 cartões com valores de R$ 200 cada doados por uma igreja de São Paulo. Essas doações, conforme Bovino, não passam pelo sistema de registros. "As equipes do barracão fazem a distribuição". O Portal
RSN tentou contato com responsáveis pela ONG, sem êxito.
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