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O presidente da Câmara dos Deputados , Rodrigo Maia, durante sessão para análise de emendas à Reforma no plenário da Câmara dos Deputados

Câmara libera posse de armas para fazendeiros dentro da propriedade

O projeto segue para sanção presidencial

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

O presidente da Câmara dos Deputados , Rodrigo Maia, durante sessão para análise de emendas à Reforma no plenário da Câmara dos Deputados

* Com informações da Agência Câmara e Agência Brasil [caption id="attachment_187922" align="aligncenter"]
O presidente da Câmara dos Deputados , Rodrigo Maia, durante sessão para análise de emendas à Reforma no plenário da Câmara dos DeputadosO presidente da Câmara dos Deputados , Rodrigo Maia, durante sessão para análise de emendas à Reforma no plenário da Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados (Foto: Divulgação)[/caption] O Plenário da Câmara aprovou por 320 votos a 61, o Projeto de Lei 3.715/19, que autoriza a posse de arma em toda a extensão de uma propriedade rural. Assim, a medida garante ao dono de uma fazenda, por exemplo, o direito de andar com uma arma de fogo em qualquer parte de sua propriedade. Atualmente, a posse só é permitida na sede. Porém, durante a votação, os deputados rejeitaram uma emenda que permitiria incluir no projeto de lei um dispositivo que alteraria o Estatuto do Desarmamento para garantir porte de arma ao proprietário rural. A segurança no campo foi o elemento central durante as discussões do projeto da proposta. Os defensores da proposta argumentaram que os agricultores precisam ter condições de se defender da criminalidade. Entretanto, enquanto os que se posicionavam contra o PL diziam que a medida poderia agravar a violência no campo. De acordo com o relator do projeto, deputado Afonso Hamm (PP-RS), a proposta tem o apoio do setor rural e vai beneficiar os pequenos proprietários. “A arma, que nas mãos dos bandidos é uma ameaça à sociedade, nas mãos do cidadão de bem é garantia da paz social. Isso porque ele vai usá-la em defesa da sua vida e de seus familiares”. Entretanto, para o deputado Jorge Solla (PT-BA) a posse estendida vai fomentar ainda mais a violência no campo. Seja contra movimentos sociais, índios ou trabalhadores. “Só quem tem a ganhar são as milícias, são os fabricantes de arma, são os que promovem a violência no campo”. Assim, o projeto segue para sanção presidencial.