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Cegueira pode ser evitada com prevenção, alerta especialista
Danilo Micheletto, do HOG, alerta que catarata, glaucoma e retinopatia diabética são silenciosas e afetam milhões de brasileiros
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Danilo Micheletto, diretor técnico do HOG (Foto: divulgação)
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A prevenção e a conscientização sobre a saúde dos olhos ainda são desafios importantes na área da saúde pública. O motivo principal é evitar a cegueira. Apesar da existência de campanhas como o 'Abril Marrom', muitos casos de doenças oculares continuam sendo diagnosticados tardiamente. Fator este que pode comprometer a visão de forma irreversível. Dados do IBGE mostram que cerca de 500 mil brasileiros são cegos e que mais 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados ou tratados com diagnóstico precoce.
De acordo com o oftalmologista Danilo Micheletto, diretor técnico do Hospital dos Olhos, em Guarapuava, a principal barreira ainda é a falta de acesso à informação e consultas regulares. “A conscientização para a prevenção é de suma importância, mas ainda não alcança toda a população como deveria”.
Entre as doenças que mais preocupam, conforme alerta o oftalmologista, estão o Glaucoma, a Retinopatia diabética, a Degeneração macular relacionada à idade e a Catarata. De acordo com o especialista, muitas dessas condições estão associadas ao envelhecimento. "A degeneração macular e a catarata costumam surgir a partir dos 55 anos, enquanto o glaucoma é mais comum após os 50".
Um dos principais problemas, segundo Micheletto, é que essas doenças evoluem de forma silenciosa. “Na maioria dos casos, não há sintomas no início, e quando o paciente percebe alguma alteração, o quadro já pode estar avançado”.
O glaucoma, por exemplo, é uma doença progressiva que pode levar à perda gradual da visão. Entre os grupos mais vulneráveis a essa doença estão descendentes de asiáticos e negro. Já a degeneração macular atinge pessoas de pele clara, especialmente de ascendência europeia. A retinopatia diabética está diretamente ligada ao diabetes, uma condição que também pode evoluir sem sintomas evidentes. “Muitas vezes, quando o paciente procura atendimento, já é tarde”.
DIAGNÓSTICO PRECOCE
Em relação ao tratamento, o oftalmologista ressalta que muitas dessas doenças têm cura, se diagnosticadas precocemente. A exceção fica por conta do Glaucoma, mas com tratamento pode ser controlado para evitar a progressão. No caso das demais, é possível intervir cirurgicamente e restaurar a visão. Ele também destaca que tanto a catarata quanto o glaucoma podem atingir crianças e adolescentes, inclusive de forma congênita.
O avanço da medicina, entretanto, tem contribuído para diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. O Hospital dos Olhos, em Guarapuava, por exemplo, conta com tecnologia de ponta, centro cirúrgico próprio e estrutura para transplante de córnea, ampliando as possibilidades de atendimento especializado.
Diante desse cenário, a principal recomendação continua sendo a prevenção. Consultas oftalmológicas regulares, especialmente após os 50 anos ou em casos de fatores de risco, são essenciais para garantir o diagnóstico precoce e preservar a qualidade da visão ao longo da vida.
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