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Cetras da Unicentro socorre mais de 570 animais silvestres em Guarapuava
Unidade local é peça-chave na rede estadual de proteção à fauna, que teve salto de 61% nos atendimentos. Aves representam a maioria dos casos registrados
Thiago de OliveiraJornalista
2 min de leitura
(Foto: Denis Ferreirra Netto/Sedest)
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O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Unicentro, em Guarapuava, foi um dos principais braços operacionais na proteção da fauna no Paraná em 2025. Dados divulgados pelo Instituto Água e Terra (IAT) revelam que a unidade guarapuavana atendeu 574 animais silvestres no último ano, contribuindo diretamente para o recorde de 6.025 acolhimentos registrados em todo o estado.
O volume de trabalho em Guarapuava acompanha uma tendência estadual de alta. Em apenas um ano, a rede de proteção paranaense viu a demanda crescer 61,3%. Dentro desse ecossistema de preservação, o Cetras da Unicentro destaca-se como a maior unidade de triagem da Região Central, superando em volume de atendimentos outros centros conveniados em cidades como Ponta Grossa e Cascavel.
Diferente de resgates pontuais, o trabalho feito no campus Cedeteg da Unicentro envolve uma estrutura técnica complexa. O local recebe animais oriundos de apreensões por fiscalização, resgates em áreas urbanas ou entregas voluntárias.
Conforme a bióloga Nathalia Colombo, do IAT, o atendimento consiste na avaliação do animal e, se preciso, o tratamento de doenças, acompanhamento biológico, uso de medicações, curativos e até procedimentos cirúrgicos. O objetivo final é sempre a soltura no habitat natural, mas, quando o animal perde a capacidade de sobreviver sozinho, o Cetras articula o encaminhamento para mantenedores licenciados.
PERFIL DA FAUNA LOCAL
Embora o relatório estadual aponte que as aves lideram as estatísticas (68% do total), seguidas por mamíferos e répteis, a atuação em Guarapuava é diversificada devido às características climáticas e de vegetação da região. O aumento nos registros reflete não apenas o crescimento de conflitos entre humanos e fauna, mas também uma maior eficiência na rede de denúncias e na confiança da população no serviço prestado pela universidade.
COMO AGIR EM CASO DE RESGATE
A orientação para os moradores de Guarapuava e municípios vizinhos que encontrarem animais feridos ou em situação de risco é não tentar o manejo por conta própria. Assim, o contato ocorrre via disque denúncia (181) ou pela ouvidoria do IAT.
É fundamental repassar a localização exata e detalhes do estado do animal para que as equipes de resgate possam agir com rapidez e encaminhá-lo com segurança ao Cetras.
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