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Cristina Graeml chega à chapa como força eleitoral, não como coadjuvante
Com força própria em Curitiba e capital político consolidado, a jornalista passa a ocupar papel estratégico no projeto de Sandro Alex
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Cristina Graeml (Foto: divulgação)
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Enquanto outras pré-candidaturas procuram uma mulher para ornamentar a chapa majoritária, o PSD parece ter encontrado uma candidata com votos. Cristina Graeml está praticamente encaminhada para ocupar a vice de Sandro Alex. A chapa pura preserva o controle do partido de Ratinho Junior e resolve uma fragilidade eleitoral: a baixa presença do candidato governista em Curitiba. O movimento ganhou força após Cristina se reunir com a bancada estadual do PSD nessa terça (21).
Cristina não entra nessa composição para cumprir tabela. Na eleição municipal de 2024, ela chegou ao segundo turno e mostrou que possui um eleitorado próprio. Foram 291.523 votos na primeira etapa da disputa. No segundo turno, alcançou 390.254. Perdeu a Prefeitura, mas conquistou uma credencial que muitos políticos passam décadas tentando obter: densidade eleitoral na capital.
Antes de chegar ao PSD, Cristina confiou a Sergio Moro o futuro da candidatura dela ao Senado. Filiou-se ao União Brasil e entrou no projeto 'morista' com a expectativa de disputar uma das vagas. A confiança não encontrou reciprocidade. Quando Moro redesenhou o próprio caminho, Cristina perdeu espaço. O episódio expôs um vício do 'morismo': aliados parecem úteis enquanto giram em torno do senador. Quando demonstram luz própria, deixam de caber na fotografia.
Ratinho Junior fez a leitura que Moro não soube fazer. Em vez de enxergar Cristina como concorrência interna, viu nela o potencial político e a possibilidade de ampliar o alcance da candidatura governista. A jornalista deixou o campo no qual foi preterida e encontrou no PSD uma posição central. Ela não entra pela cota, mas pela força nas urnas. Portanto, agora, pode responder politicamente a Moro. E não com discursos ressentidos, mas disputando o eleitor que o senador imagina manter sob o domínio dele.
UNIÃO PROGRESSISTA VAI DE SANDRO ALEX
A Federação União Progressista também caminha para ficar ao lado de Sandro Alex. O deputado federal Geraldo Mendes afirma que a composição está acertada. Ricardo Barros anuncia a adesão na sede do PP, às 14h30 de hoje (22). O apoio acrescenta estrutura, capilaridade e tempo de propaganda ao candidato de Ratinho Junior. O apoio do PP e, consequentemente, da Federação União Progressista, deve ocorrer nas próximas horas.
Também não convém transformar cada fotografia em São Paulo numa rebelião contra o Palácio Iguaçu. Ricardo Barros e Rafael Greca estiveram com o presidente da federação, Antônio Rueda, nessa terça (21). Mas, conforme Geraldo Mendes, o encontro já constava da agenda.
A política produz gestos, blefes e encenações. Desta vez, a novidade está em outro lugar: Moro abriu mão de uma candidata competitiva, Ratinho a acolheu e Sandro Alex pode colher os votos. Na guerra pelo eleitor conservador de Curitiba, o ex-juiz talvez descubra que desprezar aliados também tem sentença.
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