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Peça partidária projeta Curi com Tarcísio de Freitas e Pedro Lupion e reforça a sintonia entre Republicanos e o grupo de Ratinho Junior no Paraná
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Deputado Alexandre Curi, presidente da Alep (Foto: Alep)
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A viagem de Alexandre Curi a São Paulo para gravar a propaganda partidária do Republicanos vai além de uma simples agenda de comunicação. O movimento tem cálculo político: projetar o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná para fora do ambiente legislativo estadual e colocá-lo em uma vitrine mais ampla da legenda.
A peça reúne Curi, o governador paulista Tarcísio de Freitas e o deputado federal Pedro Lupion, presidente do Republicanos no Paraná. Na prática, o partido tenta associar três imagens em uma mesma narrativa. Tarcísio surge como vitrine nacional de gestão, Ratinho Junior como referência administrativa no Paraná e Curi como quadro estadual em processo de fortalecimento.
A presença de Lupion reforça o caráter estratégico da gravação. Como dirigente estadual do Republicanos, ele aparece como fiador dessa articulação. E sinaliza que a legenda busca ampliar espaço no Paraná combinando força nacional, presença regional e alinhamento com lideranças já consolidadas.
O ponto central da propaganda, no entanto, está na sintonia explícita com Ratinho Junior. Ao destacar os resultados do governo paranaense e a atuação de Curi à frente do Legislativo, o Republicanos comunica cooperação com o PSD e tenta transformar governabilidade em capital político. Curi surge, nesse contexto, como peça de equilíbrio entre o Executivo, a Assembleia e os interesses partidários.
Mas a exposição também tem riscos. Ao se colar de forma mais nítida ao grupo governista, Curi fortalece a imagem de articulador. Mas ao mesmo tempo passa a carregar também os bônus e os ônus dessa aliança. A propaganda partidária fala de gestão, mas o subtexto é eleitoral. O Republicanos quer crescer, Curi quer ser visto, e Ratinho segue como eixo em torno do qual boa parte da política paranaense se movimenta.
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