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Curi se 'fechou em copas' e mantém posição sob suspense
ELEIÇÕES 2026!

Curi se 'fechou em copas' e mantém posição sob suspense

Entre Ratinho, Moro e uma postura radical de possível retorno à Alep, Curi usa o silêncio como pressão política

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Presidente Alexandre Curi (Foto: Orlando Kissner/Alep)

O domingo termina sem novidades na política paranaense, mas a semana começa em contagem regressiva. A expectativa está concentrada em Alexandre Curi e na decisão que poderá definir não apenas seu futuro, mas também o formato definitivo das principais chapas ao Senado. O prazo final acaba neste dia 5. Embora Sergio Moro mantenha as portas abertas ao Republicanos, o espaço oferecido a Curi parece mais estreito do que o discurso político sugere. A chapa morista já foi estruturada com Filipe Barros e Deltan Dallagnol para as duas vagas ao Senado. Para receber Curi, Moro teria de retirar ou deslocar um dos nomes que ajudaram a construir sua aliança. Hoje, a variável mais capaz de romper essa composição é a situação jurídica de Dallagnol. O ex-procurador pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná uma definição preventiva sobre sua elegibilidade, mas ainda não há uma decisão definitiva que elimine a incerteza sobre o registro da candidatura. Até que isso se formalize, Dallagnol permanece politicamente na chapa, ainda que sob risco jurídico.

VANTAGEM

No grupo de Ratinho Junior, Curi encontra um cenário mais previsível. Sua candidatura já recebeu apoio formal do PSD, da União Progressista e da Federação PSDB-Cidadania. Além disso, ele permanece integrado a uma estrutura que reúne governo estadual, prefeitos, deputados e lideranças municipais construídas ao longo dos últimos anos. A presença de Álvaro Dias cria disputa por espaço, mas não elimina Curi da composição, já que o eleitor escolherá dois senadores. O problema não é jurídico nem numérico: é saber quem terá prioridade, estrutura e presença efetiva no palanque governista. O MDB assegura apoio a Curi, mas deixa claro que seu candidato é Álvaro. Há ainda uma terceira saída: Curi pode desistir do Senado, disputar novamente uma vaga na Alep e tentar retomar a presidência da Casa. Nesse cenário, o grupo governista resolveria a composição da chapa, mas poderia ganhar um adversário poderoso dentro do Legislativo, com influência sobre pautas, negociações e a governabilidade do próximo mandato. Leia outras notícias no Portal RSN.
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