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Lula durante comício em Curitiba (Foto: reprodução/ redes sociais)
ELEIÇÕES 2026!

Em Curitiba, Lula chama Moro de “frouxo” e "mentiroso"

Em Curitiba, Lula disse que família Bolsonaro "não escapa"; pediu votos para Requião Filho, atacou Sergio Moro e ligou a disputa no Paraná à ofensiva nacional

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

Lula durante comício em Curitiba (Foto: reprodução/ redes sociais)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transformou o comício deste sábado (12), na Boca Maldita, em Curitiba, em um palanque simultaneamente estadual e nacional. Pediu votos para Requião Filho (PDT), atacou Sergio Moro (PL) e aproveitou a crise do Banco Master para mirar o principal adversário na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL). Ao falar das investigações do Master, Lula afirmou ter cobrado do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a abertura das informações do processo. Criticou o que classificou como divulgação seletiva de documentos e disparou: “a família Bolsonaro não escapa”. Flávio Bolsonaro é investigado em um dos inquéritos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e nega irregularidades. Lula também levou a crise do STF ao palanque. Sem citar diretamente André Mendonça, relator de parte das investigações, criticou a divulgação seletiva de informações e afirmou que ninguém deve estar acima da lei. Disse ainda que o cargo de ministro da Suprema Corte não pode servir para enriquecimento pessoal e classificou a função como um “sacerdócio”.

MORO TAMBÉM FOI ALVO

No Paraná, o alvo principal foi Sergio Moro. Lula voltou aos 580 dias em que permaneceu preso em Curitiba e chamou o adversário de “frouxo” e “mentiroso”. A crítica tem peso eleitoral adicional porque Moro não é apenas candidato do PL ao Governo do Paraná. Ele se tornou o principal palanque estadual de Flávio Bolsonaro e já declarou que trabalhará para eleger o presidenciável do partido. Assim, Lula amarrou os dois adversários numa mesma narrativa. No plano estadual, tenta enfraquecer Moro e impulsionar Requião Filho. Nacionalmente, procura associar o candidato do PL ao Planalto às investigações do Master. Moro, por sua vez, já minimizou anteriormente as suspeitas envolvendo Flávio e afirmou que existe um “projeto maior” para derrotar Lula.

VOTO PARA REQUIÃO FILHO

O presidente fez um pedido direto de voto para Requião Filho e evocou a relação histórica com Roberto Requião. O pedetista também usou o palco para marcar diferenças com Moro. O Presidente defendeu políticas de saúde, educação, regionalização do atendimento e ICMS zero para microempresas. A presença de Lula deve ganhar espaço na propaganda de Requião durante as semanas finais da campanha.

ACENO ÀS MULHERES

Lula também fez um forte aceno às mulheres durante o comício. O presidente associou autonomia feminina a educação, renda e acesso ao trabalho. Citou programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Prouni e Fies, além de prometer ampliar creches e escolas em tempo integral. Ele também falou sobre feminicídio e defendeu mais educação para combater a violência contra a mulher. No discurso, Lula afirmou que as mulheres precisam ter liberdade para estudar, trabalhar, escolher como se vestir e conduzir a própria vida. Também disse que homens devem aprender a respeitar as mulheres e que o enfrentamento ao feminicídio não depende apenas de leis, mas de mudança cultural e educaciona O ato, conforme a organização, reuniu apoiadores na Boca Maldita e ocupou parte do tradicional calçadão da Rua XV de Novembro. Até o início da tarde deste sábado, todavia, não havia uma estimativa oficial confiável de público divulgada pela Polícia Militar ou pelos organizadores, por isso não é possível cravar um número. As imagens publicadas pela imprensa, no entanto, mostram concentração expressiva diante do palco. Já o PT estima em 15 mil pessoas. Leia outras notícias no Portal RSN.
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