Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
A group of Nelore cattle being herd through a field in a cattle farm in Brazil
REGIÃO

Em Goioxim, bovino tem morte confirmada por raiva

Na região de Guarapuava, outros animais apresentam suspeitas de contaminação pelo vírus transmitido por morcego

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

A group of Nelore cattle being herd through a field in a cattle farm in Brazil

A morte de um bovino macho, em uma propriedade do interior de Goioxim, foi confirmada pelo escritório regional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O diagnóstico positivo foi confirmado a partir da suspeita do dono de uma propriedade na comunidade de Pinhalzinho, que notificou os profissionais da Adapar. Após a realização da coleta, o caso foi confirmado em laboratório. A morte do animal ocorreu no final do mês de junho. Apesar da doença oferecer risco a humanos, a Agência e a 5ª Regional de Saúde informaram que a situação está sob controle. De acordo com médico veterinário da Adapar, Marcel Pereira, que atende os municípios de Goioxim e Cantagalo, a morte de outros cinco animais em um histórico de dois meses também levantam suspeitas de contaminação do vírus nos bois da propriedade. “Nós temos a informação de um funcionário que viu o rebanho ser atacado por morcegos. A suspeita existe pela semelhança dos sintomas, mas a confirmação, nesse momento, é de apenas um bovino. Quando o animal é contaminado pelo vírus da raiva seu sistema nervoso é afetado e ele começa a apresentar baba excessiva, falta de coordenação, paralisia dos membros”. [caption id="attachment_161532" align="aligncenter"]
Desmodus rotundus
Espécie de morcego hematófago, que se alimenta de sangue de mamíferos e aves, é o transmissor da doença (Foto: Divulgação)[/caption] Ainda segundo Marcel, o tempo entre o contato com o vírus e a morte do animal contaminado é variável. No bovino morto em Goioxim, estima-se o período de uma semana. A partir do fato, a Adapar realiza agora um trabalho preventivo nas propriedades da região.

Nesse momento a preocupação maior está no campo, principalmente na região da propriedade atingida. O risco é grande por ser uma doença fatal em que poucos casos de vítimas acometidas com o vírus sobrevivem. Nesse momento, intensificamos nossas visitas nas propriedades da região, que já ocorrem frequentemente. É um trabalho educativo, de orientação, sobretudo, sobre a importância da vacinação.

PREVENÇÃO A vacinação contra o vírus da raiva está disponível em lojas agropecuárias de todas as cidades e devem ser adquiridas com investimentos próprios do agropecuarista. A vacina compreende a execução de duas doses, sendo que 30 dias após a realização da 1ª, o animal já deve receber a dose final. Em Goioxim, a última revisão nas propriedades do município foi realizada em abril. Com a ocorrência, haverá verificação de novos focos em tocas e buracos da região para trabalho de controle. De acordo com informações da Adapar, existem suspeitas de contaminação do vírus em animais de outros municípios da região, como Prudentópolis. Com o intuito de evitar mais ocorrências e complicações a nível comunitário, o diagnóstico do vírus em animais acometidos pelo ataque de morcegos hematófagos foi notificada pela Adapar de Goioxim a secretaria municipal de saúde e a 5ª Regional, sediada em Guarapuava. Segundo o chefe da divisão de vigilância em Saúde, da 5ª Regional, Adriano Brum, a repartição já está atuando em trabalhos preventivos. “O protocolo é receber a notificação e iniciar um trabalho de orientação a toda a comunidade. A preocupação maior é com os proprietários dos animais afetados, se houve contato com secreções que que o colocam em contato com o vírus. É um trabalho preventivo e educacional, iniciado a partir da notificação da ocorrência”.