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Fevereiro Laranja alerta para importância do diagnóstico precoce da leucemia
Campanha informa sobre sinais da doença e destaca que tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS
RedaçãoJornalista
3 min de leitura
Em seis meses, cadastro de medula óssea no Paraná originou seis transplantes exitosos pela compatibilidade (Foto: Sesa)
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O mês de fevereiro ganhou a cor laranja para conscientizar a população sobre a leucemia, um dos tipos de câncer mais incidentes no mundo. A campanha Fevereiro Laranja chama atenção para os sinais da doença e reforça a importância do diagnóstico precoce, fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento.
Diferente de tumores que formam massas sólidas, a leucemia se desenvolve no sangue. A doença tem origem na medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas. Quando os glóbulos brancos sofrem mutações genéticas, passam a se multiplicar de forma descontrolada e substituem as células saudáveis, o que compromete a imunidade e a oxigenação do corpo.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, não há uma forma comprovada de prevenir a leucemia. No entanto, ele ressalta que manter hábitos saudáveis e observar possíveis sintomas pode fazer diferença. “A detecção precoce é uma forma de evitar que a doença evolua com gravidade.”
A classificação da leucemia varia conforme a velocidade de progressão e o tipo de célula afetada. As leucemias agudas evoluem rapidamente e exigem tratamento imediato. Já as crônicas avançam de forma lenta e, muitas vezes, não apresentam sintomas no início.
Além disso, a doença pode ser linfoide, quando atinge células que dão origem aos linfócitos, ou mieloide, quando compromete células responsáveis pela formação de glóbulos vermelhos, plaquetas e outros glóbulos brancos.
Como a leucemia interfere na produção normal do sangue, os sintomas costumam estar ligados à redução das células saudáveis. Entre os principais sinais estão palidez, cansaço, falta de ar, infecções frequentes, febre, manchas roxas, sangramentos, gânglios inchados e dores ósseas.
O tratamento evoluiu nas últimas décadas e varia conforme o tipo da doença e a idade do paciente. Atualmente, pode incluir quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula óssea. No Paraná, o Sistema Único de Saúde oferece o tratamento gratuitamente. A Unidade Básica de Saúde funciona como porta de entrada para avaliação e encaminhamento à atenção especializada.
TRANSPLANTES NO PARANÁ
Em 2025, o Paraná registrou 123 transplantes de medula com doador aparentado e 125 transplantes autólogos, quando os próprios células-tronco do paciente são coletadas antes da quimioterapia ou radioterapia e reinfundidas após o tratamento. Além disso, ocorreram 46 transplantes com doador não aparentado, por meio do cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
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