Em breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portalEm breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Golpista se passa por colegas e engana funcionários do Hospital Regional
Criminosos usam perfis clonados no WhatsApp para pedir dinheiro a colegas de trabalho. Ao menos duas funcionárias do hospital caíram no golpe
Thiago de OliveiraJornalista
4 min de leitura
(Imagens: Arquivo Pessoal)
Compartilhar
Funcionários do Hospital Regional de Guarapuava estão sendo alvos de golpes a partir de números de WhatsApp clonados. Pelo menos três trabalhadores já tiveram prejuízos após criminosos se passarem por colegas de trabalho para pedir dinheiro. Os casos começaram a ocorrer na noite de 29 de maio e continuam sendo registrados desde então.
O golpe se dá da seguinte forma: o criminoso clona o número do WhatsApp de uma vítima e, com acesso à agenda de contatos, envia mensagens para os colegas, simulando uma situação de emergência financeira. O tom é amistoso e convincente, utilizando o nome da pessoa clonada e linguagem informal. Uma funcionária do Hospital Regional relatou o caso ao Portal RSN e explica como foi enganada. “Chegou uma mensagem da minha amiga pedindo um Pix. Como é alguém com quem convivo diariamente no setor, fiz a transferência. Depois que desconfiei, percebi que era golpe. Eles estavam usando o número dela.”
A partir desse episódio, outros funcionários também relataram que caíram ou quase caíram na fraude. Os criminosos teriam clonado números de pelo menos três funcionários do hospital e de familiares. Em todos os casos, os golpistas usaram perfis clonados para pedir dinheiro via Pix. Além da clonagem do número de telefone, há relatos de perda de acesso a redes sociais, como Facebook e Instagram. “Estamos assustados. Os criminosos têm os nossos contatos e continuam tentando aplicar o golpe em várias pessoas.”
A conversa entre uma das vítimas e o golpista mostra como funciona a abordagem. Em tom informal, o criminoso se identifica como colega de trabalho e pede uma transferência urgente. Quando a vítima questiona, citando uma situação do plantão hospitalar, o golpista se irrita e desiste da tentativa.
CONFIRA O GOLPE
[gallery columns="4" size="full" ids="318452,318451,318450,318453"]
Em outro caso, a irmã de uma funcionária percebeu a fraude e confrontou o golpista, que respondeu com ironia. “Vagabundo, você já está rastreado. Tua casinha vai cair”, escreveu a vítima. O golpista respondeu: “Vai nada kk”.
GolpeGolpe
Funcionários já registraram mais de um boletim de ocorrência. “A gente trabalha, conquista as coisas com esforço, e vem um golpista e leva o dinheiro assim, na maior cara de pau. É muito triste.”
1111
Até o momento, não há confirmação se houve vazamento de dados institucionais ou se os golpes partiram de grupos de WhatsApp relacionados ao hospital. O delegado Dr. Ramon Galvão Zeferino confirmou que a Polícia Civil tem recebido boletins de ocorrência desse tipo de golpe. Em nota enviada ao Portal RSN, a Polícia orientou sobre este e outros golpes do tipo:
As investigações já estão em andamento para identificação e responsabilização dosenvolvidos, inclusive com a oitiva de vítimas e requisições de dados a instituições bancáriase operadoras de telefonia.
1. Hospitais públicos e privados não solicitam pagamentos via telefone ouWhatsapp; também não solicitam transferências bancárias ou PIX em contas deterceiros.2. Não forneça informações pessoais, médicas ou bancárias por telefone.3. Desconfie de qualquer contato que envolva tom de urgência ou pressãoemocional.4. Em caso de dúvida, procure diretamente o hospital pelos canais oficiais oupessoalmente.5. Se for vítima ou receber ligação suspeita, registre imediatamente o boletim deocorrência.Reforçamos que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) assegura a confidencialidade das informações de pacientes, sendo vedada a divulgação não autorizada. A Polícia Civil orienta que qualquer suspeita de golpe deve ser comunicada o quanto antes para permitir a repressão eficaz da conduta delituosa. A segurança das famílias e o respeito à dignidade dos pacientes são prioridades para esta instituição. Contamos com o apoio da população para divulgar essas informações e prevenir novos casos.