A operação Rádio Patrulha que está sendo cumprida pelo Grupo de Operação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba, desde as primeiras horas desta terça feira (11), tem em mãos mandados de prisão decretada contra o ex-secretário de Infraestrutura e Logística Pepe Richa, do ex-secretário de Cerimonial Ezequias Moreira, e o empresário e suplente de senador Joel Malucelli (PSD), fundador do grupo J.Malucelli no Paraná e sogro do candidato João Arruda (MDB). De acordo com informações levantadas pelo Portal RSN, Malucelli deixou o país nessa segunda (10), e encontra-se na Itália. Sedes das empresas do empresário, que é suplente do senador Alvaro Dias, estão lacradas em Curitiba e os funcionários dispensados.
A investigação do Gaeco é sobre o programa Patrulha do Campo e envolve as empresas e J. Malucelli, Cotrans, Ouro Verde, investigadas por fraude no programa, que faz a manutenção de estradas rurais no interior do estado.
Policiais, incluindo equipe do Gaeco de Guarapuava, cumprem mandados de busca e apreensão no Palácio Iguaçu e na casa de Beto Richa, em um condomínio de luxo em Curitiba.
OPERAÇÃO PILOTO
Além da operação do Gaeco, Beto Richa também é alvo da nova fase da Lava Jato, batizada de ‘Operação Piloto’, que foi deflagrada nos estados da Bahia, São Paulo e Paraná para investigar contratos da Odebrecht. O nome da operação remete ao codinome atribuído a Richa pela Odebrecht em seus controles de repasses e pagamentos de propinas investigados pela PF. Todos os detidos estão na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecem à disposição da justiça.
Aproximadamente 180 policiais federais cumprem 36 ordens judiciais em Salvador, São Paulo, Lupianópolis (PR), Curitiba e Colombo, na região metropolitana da capital.
As investigações apontam suposto pagamento milionário de vantagem indevida em 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, favorecendo agentes públicos e privados no Paraná, em troca de possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada. As condutas investigadas podem configurar os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
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Cristina Esteche
Jornalista
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