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"Minha missão é ajudar no momento de dor", diz Antuny
Antuny, de 23 anos, trabalha na Central de Traigem do Serviço Funerário Municipal, porta de entrada para um funeral
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Antuny Aurélio (Foto divulgação)
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Por trás dos ritos finais e da tristeza inevitável da perda, existem profissionais que trabalham diariamente nos bastidores da morte. São eles que oferecem o primeiro e crucial suporte às famílias enlutadas. Em Guarapuava, um desses rostos é o de Antuny Aurélio Feirra, um jovem de 23 anos que atua na Central de Triagem do Serviço Funerário Municipal.
É neste setor que as famílias chegam, em um dos momentos de maior vulnerabilidade, para iniciar os trâmites legais e burocráticos após a partida de um ente querido. Para Antuny, que ingressou na área por meio de concurso público sem ter planejado, o trabalho se revelou muito mais do que um emprego.
"No começo a gente se choca, mas depois percebe que se trata de uma missão," reflete Antuny. A atuação dele na Central de Triagem se resume a um princípio de serviço: atender a população é o ato de servir.
Se você pode atender para amenizar as dificuldades enfrentadas, isso é gratificante. Sempre esperamos trazer o melhor atendimento possível neste momento em que os usuários estão vulneráveis.
A consciência de que se trata de um serviço que todos, um dia, podem precisar, guia a conduta de Antuny e equipe. O foco principal é o atendimento humanizado, que alia acolhimento à clareza legal.
De acordo com o jovem, o trabalho da Central de Triagem é duplo. Durante o acolhimento e esclarecimento, o profissional deve estar pronto para transmitir todas as informações previstas na legislação. Isso, conforme ele explica, garante que o usuário tenha o esclarecimento necessário para manifestar e decidir sobre os serviços funerários prestados pelas concessionárias.
Paralelamente, a Central mantém uma fiscalização constante sobre as empresas concessionárias. O objetivo, conforme Antuny, é assegurar que o serviço seja prestado com eficiência. Além de tentar corrigir eventuais falhas que cheguem ao conhecimento do setor, garantindo a dignidade e o respeito à família em luto.
Antuny Aurélio Feirra é a prova de que mesmo no ambiente da perda, o trabalho dedicado e humanizado pode transformar a burocracia em um ato de amparo. "A minha missão é tornar os bastidores da dor um lugar de amparo e serviço à comunidade."
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