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Mulheres se unem pedindo água (Foto enviada por moradores ao Portal RSN)
PINHÃO

Moradores de ocupação irregular fazem abaixo-assinado pedindo água

Cerca de 80 famílias estão sem abastecimento há quatro dias devido a dívidas acumuladas desde 2020. Ocupação irregular é em manancial de água

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

Mulheres se unem pedindo água (Foto enviada por moradores ao Portal RSN)

Uma manifestação resultou num abaixo-assinado de moradores na Vila Pinheirinho, em Pinhão, nesta sexta (19). O fato, no entanto, chama a atenção para a problemática das ocupações irregulares no município. A Sanepar não pode fazer ligações em loteamentos que não estejam dentro dos padrões legais. Isso se estende também à rede de iluminação e outras obras de infraestrutura. Nesse caso do Loteamento Pinheiro, o problema maior é que cerca de 80 famílias estão sem água há aproximadamente quatro dias, por falta de pagamento. [caption id="attachment_322494" align="aligncenter"]
Abaixo- assinado (Foto enviada por moradores ao RSN)Abaixo- assinado (Foto enviada por moradores ao Portal RSN)
Abaixo-assinado (Foto enviada por moradores ao Portal RSN)[/caption] De acordo com lideranças e moradores que entraram em contato com o Portal RSN, o abastecimento vinha sendo feito desde que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a pedido da Prefeitura, fez a ligação de uma torneira comunitária. A água foi 'puxada' da rede do bairro Dois Irmãos, para atender aos moradores da ocupação. Com essa medida, as famílias fizeram ligações diretas para as casas. No entanto, a falta de pagamento da taxa de abastecimento, acumulada desde o início da pandemia da Covid-19, levou ao corte do fornecimento. Agora as famílias querem que a Prefeitura pague a dívida. No entanto, a administração diz que isso não pode ocorrer porque se trata de casas particulares.

Como vamos pagar a taxa de água para um número limitado de pessoas? E os demais moradores do município como ficam, já que cada um paga a própria conta ?

De acordo com a Prefeitura, o acordo era que uma associação de moradores se responsabilizaria pelo pagamento da taxa, dentro do modelo de 'renda mínima'. Ou seja, a entidade dividiria o valor entre os usuários, coletaria o dinheiro e pagaria a conta. Contudo, a falta de repasse dos valores pelos usuários resultou na suspensão do serviço. [caption id="attachment_322493" align="aligncenter"]
Mulheres se unem pedindo água (Foto enviada por moradores ao Portal RSN)Mulheres se unem pedindo água (Foto enviada por moradores ao Portal RSN)
Mulheres se unem pedindo água (Foto enviada por moradores ao Portal RSN)[/caption]

REGULARIZAÇÃO EM ANDAMENTO

A Vila Pinheirinho, uma ocupação que existe há cerca de sete anos, está localizada em uma área de um alqueire onde existe um manancial, com vertentes de água e araucárias centenárias que, embora protegidas por lei, foram em grande parte derrubadas ao longo dos anos. A situação fundiária complexa é um dos principais obstáculos para a regularização. Conforme o Instituto de Água e Terra (IAT), a Prefeitura de Pinhão já fez reunião com o órgão em busca de uma solução. Disse também que área de manancial não é impeditivo para regularização, desde que exigências legais sejam obedecidas. Situação que é referendada pela Sanepar. Uma vez havendo a regularização, a Sanepar implanta as redes de saneamento básico e de água tratada. O Procurador do Município, Sérgio Lopes, afirmou que a administração municipal está ciente e já incluiu a Vila Pinheirinho em um programa de reurbanização.

Já existe o projeto e é uma das prioridades do prefeito Biasebetti.

Entretanto, o processo de regularização depende de uma empresa terceirizada, sem vínculo com a Prefeitura, responsável pelo georreferenciamento e outros laudos técnicos da área ocupada. "Essa regularização já está em andamento, mas o município depende desse laudo que cada família deve fazer junto à empresa". O que dificulta é que cada laudo tem custo de cerca de R$ 2,5 mil, mas há isenção de taxas de cartório. Valor esse que é considerado baixo já que o requerente sai com a escritura do lote em mãos. Leia outras notícias no Portal RSN.
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