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Morre Francisco Cuoco, um dos ícones da teledramaturgia
Cuoco estava internado há cerca de 20 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e lutava contra múltiplas complicações de saúde
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Francisco Cuoco (Foto: reprodução/redes sociais)
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Morreu no início da noite desta quinta (19) o ator Francisco Cuoco, aos 91 anos. Ele estava internado há cerca de 20 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Sedado, ele lutava contra múltiplas complicações de saúde relacionadas à idade avançada. Sofreu com infecções, especialmente em um ferimento. Além de problemas renais e respiratórios, dificuldade de locomoção e sobrepeso, chegando a pesar cerca de 130 quilos, conforme informações de revistas especializadas em artistas.
Embora a causa exata da morte não tenha sido divulgada pela família, sabe-se que seu quadro se agravou por essas condições provocadas pela idade.
Nascido em 29 de novembro de 1933, no Brás (São Paulo), filho de um feirante de origem italiana, Cuoco começou a trabalhar com o pai na feira e estudava à noite na Escola de Arte Dramática de Alfredo Mesquita. De acordo com a assessoria dele, no teatro, iniciou no fim dos anos 1950 com peças do Teatro Brasileiro de Comédia e Teatro dos Sete, sendo premiado como melhor ator coadjuvante pela APCA em 1964, pela peça Boeing Boeing
PAPÉIS MEMORÁVEIS
Tornou-se um dos maiores galãs da teledramaturgia brasileira no início dos anos 1970. Os papéis mais memoráveis incluem: Cristiano Vilhena em Selva de Pedra (1972), Carlão em Pecado Capital (1975), Herculano Quintanilha em O Astro (1977). Atuou em dezenas de novelas ao longo das décadas, mantendo uma carreira sólida e premiada.
No cinema, participou de filmes como Anuska, Manequim e Mulher (1968) e Cafundó (2005). No teatro, voltou a se destacar a partir de 2002 em montagens como Três Homens Baixos e Deus é Química.
O trabalho de Cuoco se estendeu até 2025, com aparições especiais na série documental 'Tributo', episódio dedicado a ele. Conforme a trajetória do ator, ele participações pontuais em novelas e produções recentes como Salve-se Quem Puder (2020) e No Corre (2023).
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