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(Foto: Arquivo/RSN)
TRISTE REALIDADE

Mulher é agredida pelo marido até desmaiar em Guarapuava

Ao tentar pedir ajuda, o agressor quebrou o celular dela e a impediu de sair de casa. Ela conseguiu sair quando ele foi trabalhar

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

(Foto: Arquivo/RSN)

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(Foto: Arquivo/RSN)(Foto: Arquivo/RSN)
Ela pediu ajuda no dia seguinte na casa da mãe dela (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] Uma mulher de 23 anos procurou atendimento médico no início da tarde dessa quinta (30) em Guarapuava depois que o marido dela de 39 anos a agrediu. De acordo com as informações da polícia, ela estava machucada, com hematomas por todo o corpo. A médica de plantão da UBS do bairro Primavera foi quem acionou a polícia. Desse modo, uma equipe deslocou até a unidade de saúde onde a vítima informou que o marido teria ficado agressivo, e a agrediu com socos, tapas e chutes. Além disso, ela informou que ele teria dado um tapa no ouvido dela que a fez ficar com surdez momentânea. Depois disso, a jovem desmaiou durante as agressões, e ao retomar a consciência, percebeu que mesmo depois de ter ficado desacordada, as agressões não cessaram. Isso porque ao despertar, estava cheia de hematomas. Ao tentar pedir ajuda, ela teve o celular quebrado e foi impedida de sair casa pelo homem, que a manteve sob vigilância. Ainda de acordo com as informações da PM, a mulher conseguiu sair de casa apenas depois que o marido saiu para o trabalho. Assim, ela pediu socorro na casa da mãe dela, que a encaminhou para atendimento médico. A Polícia Militar foi até o local de trabalho do agressor, onde ele foi preso e encaminhado para a 14ª SDP.

VIOLÊNCIA AUMENTA

Dados da ONU demonstram que houve um aumento nas denúncias formais de abuso desde que a pandemia começou. Desse modo, um estudo demonstrou que 4% das brasileiras já sofreram violência doméstica nos últimos meses. Considerando 40 milhões de mulheres vivendo em união, são 1,6 milhões de casos só na pandemia. E o mais triste é que conforme o relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, da ONU, o lugar mais perigoso do mundo para uma mulher é a própria casa. Além disso, o estudo também aponta que 3% dos filhos das entrevistadas já sofreram violência doméstica nos últimos meses. O fato de estarem sem sair de casa para ir a escola ou para atividades de recreação ajuda; tendo em vista que conforme dados do Ministério da Saúde, mais de 70% dos casos de abuso infantil acontecem dentro da própria residência da criança ou adolescente. Assim, um dos motivos apontados é o aumento do tempo em que as famílias estão passando juntas durante o confinamento. Pelo menos 61% delas estão mais próximos desde que a pandemia começou. Com isso, as brigas e desentendimentos aumentaram para 27% das famílias. Leia outras notícias no Portal RSN.
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