Em breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portalEm breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
“Não tem nenhuma orientação ali nas mensagens", diz Sergio Moro
Denúncia contra Moro e foi feita pelo site The Intercept Brasil
Cristina EstecheJornalista
4 min de leitura
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa da abertura do 6º Congresso Internacional sobre Liberdades Civis Fundamentais.
Compartilhar
[caption id="attachment_182721" align="aligncenter"]Local de concentração da carreata ainda não foi divulgadoFoto: Divulgação/Campanha de Sérgio Moro O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Foto: Agência Brasil)[/caption]
*Com Agência Brasil
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta segunda (10), em Manaus, que não orientou os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, do Ministério Público Federal (MPF), sobre como deveriam agir para obterem a condenação de pessoas acusadas de participar do suposto esquema de corrupção que resultou na condenação de políticos, empresários e executivos de empresas estatais, como a Petrobras.
“Não tem nenhuma orientação ali nas mensagens”, disse Moro se referindo a trechos de conversas atribuídas a ele e a membros da Lava Jato. O teor de parte das conversasfoi divulgado pelo site de notícias The Intercept Brasil, na tarde desse domingo (9).
“Não vi nada de mais nas mensagens. O que há ali é uma invasão criminosa de celulares de procuradores, o que, para mim, é um fato bastante grave. A invasão e a divulgação [das conversas]. Quanto ao conteúdo, no que diz respeito a minha pessoa, não vi nada de mais”, acrescentou Moro a jornalistas, logo após participar da abertura da reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej).
Segundo a equipe do site, cópias das mensagens que o juiz e procuradores trocaram por meio de um aplicativo de conversas por celular foram entregues por uma fonte que pediu sigilo e apontam para uma “colaboração proibida” entre o então juiz federal, responsável por julgar a Lava Jato em Curitiba, e os procuradores, a quem cabe acusar os suspeitos de integrar o esquema de corrupção.
“E eu nem posso dizer que [as mensagens] são autênticas porque são coisas que aconteceram, se é que aconteceram, há anos. Eu não tenho mais estas mensagens, pois não as guardo. Não tenho registros disso”, disse Moro, reforçando não haver nenhuma indicação dele ter orientado o trabalho acusatório dos procuradores: “Juízes conversam com procuradores, com advogados, com policiais...Isto é algo normal.”
Na última quarta (5), o Ministério da Justiça e Segurança Pública revelou uma suposta tentativa de invasãodo telefone celular do ministro, motivando Moro a deixar de usar a linha telefônica. A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar a denúncia.
Em nota, a Procuradoria da República no Paraná sustenta que, antes dos membros do Ministério Público Federal apresentarem denúncias, “são comuns debates e revisões sobre fatos e provas, de modo a evitar acusações frágeis em prejuízo aos investigados”. O órgão garante que a atuação da força-tarefa Lava Jato é revestida de legalidade, técnica e impessoalidade. E que a imparcialidade da Justiça é confirmada pelo fato de diferentes instância do Poder Judiciário terem concordado haver provas para as várias condenações, enquanto vários pedidos do MPF foram negados ao longo do tempo
FILHOS DE BOLSONARO DEFENDEM MORONesta segunda (10) os filhos do presidente Jair Bolsonaro saíram em defesa do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Eduardo e Carlos criticaram a imprensa após a divulgação pelo site Intercept Brasil. Mensagens foram atribuídas ao ex-juiz e ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF).O conteúdo divulgado pelo site mostra que os dois trocavam colaborações quando integravam a força-tarefa da operação Lava Jato.