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Paraná identifica mais uma paciente contaminada pela cepa indiana
O Paraná registra dois casos da variante que é mais agressiva e mais letal. A gestante morreu em Apucarana. Mas bebê passa bem
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Paraná mantém liderança nacional na detecção da Covid-19 - Esse resultado só foi alcançado em função da parceria com a Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19, implantada pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) em abril de 2020, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O laboratório ultrapassou nesta semana a marca de 2 milhões de testes RT-PCR. Esta foi a primeira central de testagem de alto processamen
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[caption id="attachment_233413" align="aligncenter"](Arte: Secom/Prefeitura de Guarapuava)(Arte: Secom/Prefeitura de Guarapuava) Paraná mantém liderança nacional na detecção da Covid-19 (Foto: José Fernando Ogura/AEN)[/caption]
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou nesta sexta (25) o segundo caso da cepa B.1.617 no Paraná. De acordo com a nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), é a variante indiana, considerada a mais letal.
Trata-se de uma mulher grávida de 42 anos. Ela morava no Japão e antes de embarcar fez o teste e negativou. Entretanto, dois dias após chegar ao Brasil, no dia 7 de abril, a mulher teve sintomas respiratórios. Ela coletou material para o exame RT-PCR e teve o resultado positivo para a doença. Assim sendo, precisou ser internada no dia 15 de abril e, devido ao agravamento dos sintomas, em 18 de abril passou por uma cesariana de emergência e morreu no mesmo dia.
De acordo com a Sesa, o recém-nascido, prematuro de 28 semanas, ficou internado até 18 de junho. Após obter resultado do exame negativo para a infecção da covid-19, ele está saudável e segue em acompanhamento pelo município. Os demais integrantes da família dessa gestante estão bem.
POSSÍVEL CONTÁGIO
A filha da primeira pessoa infectada pela variante indiana no Paraná, disse que era amiga da gestante. Conforme a AEN, ela confirmou que visitou a amiga no dia 7 de abril. Ou seja, no mesmo dia em que a grávida começou a sentir os sintomas.
Conforme a Sesa, ela [a amiga] teve covid-19 confirmado, mas fez teste de antígeno (farmácia). Portanto, não sendo possível fazer a análise genética dela, mas sim de alguns familiares. A Sesa aguarda o resultado de outras duas pessoas dessa família. Elas permanecem sob vigilância do município.
Desde o início da pandemia, o Paraná enviou 926 amostras de SARS-CoV-2 para sequenciamento genômico. Destes, 600 foram sequenciadas e 326 permanecem em análise.
ENQUANTO ISSO
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se posicionou mais uma vez contra o uso de máscaras. Nessa quinta (24) ele tirou a máscara de uma criança e questionou, em live, o uso por crianças acima de dois anos. Bolsonaro disse que a máscara atrapalha a respiração das crianças. Conforme o argumento do presidente, por debaixo da proteção facial, a criança estará respirando pela boca o que, segundo ele, atrapalha.
"A criancinha de dois, três anos usando máscara. Pergunte para o seu médico se é saudável ou não. Procure puxar a máscara que você vê que ele estará respirando com a boca ou pelo nariz. Se eu estiver errado, semana que vem me desculpo aqui. Mas conversa com o médico e vê se pode ficar com máscara o dia todo respirando pela boca".
Entretanto, o Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras para crianças acima de dois anos.
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