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O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva após encontro com dirigentes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

Partidos lançam frente de apoio à candidatura de Haddad

No documento, os partidos afirmam que votar em Haddad é dar uma resposta à "ameaça" do que classificaram como fascismo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
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O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva após encontro com dirigentes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

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(Foto: Arquivo/RSN)(Foto: Arquivo/RSN)
O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad (Foto: Agência Brasil)[/caption] Representantes de seis partidos políticos começaram a semana lançando uma "frente democrática" em apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República. O objetivo do lançamento que aconteceu nessa segunda feira (15) é obter apoio de outras legendas para fortalecer um movimento contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) representada, segundo os signatários, por valores contrários aos da "democracia, liberdade, os direitos do povo e a justiça social". De acordo com a Agência Brasil, a carta foi divulgada após reunião em Brasília. Além do PT, participaram integrantes do PCdoB e PROS, que fazem parte da coligação de Haddad, e do PCB, PSB e PSOL, que na semana passada anunciaram apoio ao candidato petista para o segundo turno. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse que o PDT foi chamado, mas não participou porque o presidente da legenda, Carlos Lupi, estava em outro evento. O PDT declarou apoio "crítico" a Haddad. Integrantes do PSDB e do MDB serão procurados. Na fala de todos os presentes, houve uma convergência sobre a necessidade de buscar alianças entre todos os partidos, independentemente de concordar ou não com o PT. Os dirigentes também criticaram o nível da campanha, classificada por eles de agressiva e com base em mentiras. A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que uma das primeiras ações a partir de hoje é pedir apoio de todos os partidos comprometidos com a democracia, começando por quase todas as legendas do Congresso Nacional que participaram do pacto que deu origem à Constituição Federal de 1988. "Uma coisa é nós divergirmos em linhas programáticas da economia, em programas sociais. Outra coisa é abrirmos mão de todas as regras da democracia. O que está em risco é a democracia e os direitos da população, como trabalho, renda, as conquistas sociais que tivemos. Avaliamos que o momento é crítico", disse ela. Carlos Siqueira disse que vários nomes e personalidades brasileiras estão sendo procurados para referendar a frente de apoio, como o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que no início deste ano filiou-se ao PSB. Segundo Juliano Medeiros, presidente do PSOL, o apoio a Fernando Haddad no segundo turno tem vindo inclusive de pessoas que não são simpáticas à esquerda. Também estiveram presentes na reunião a presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos. No documento, os partidos afirmam que votar em Haddad é dar uma resposta à "ameaça" do que classificaram como fascismo. De acordo com as siglas, a candidatura de Haddad representa "os valores da civilização contra a barbárie" e apresenta-se como um projeto de país em que "todos têm oportunidades, não apenas os privilegiados de sempre". “Acima de todas as diferenças, estamos conclamando todas as brasileiras e brasileiros a votar, neste segundo turno, pela democracia e pelo futuro do nosso Brasil. É hora de união e de luta, sem vacilações”.