O deputado estadual Mauro Moraes (PL), candidato à reeleição, foi abordado por policiais federais à paisana no início da tarde desta sexta (2), no pátio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba.
A abordagem ocorreu em frente à agência do Itaú instalada dentro da Assembleia. Conforme informações publicadas pelo Blog Politicamente, a Polícia Federal havia recebido denúncia sobre um saque de aproximadamente R$ 300 mil em espécie.
O valor teria sido retirado por um assessor parlamentar e colocado em uma mochila. Conforme o relato da publicação, os agentes não teriam localizado o assessor com o dinheiro. Essa informação, no entanto, não foi detalhada oficialmente pela Polícia Federal.
Ainda no pátio da Alep, Mauro Moraes prestou esclarecimentos iniciais aos agentes e teria afirmado que os recursos eram de origem lícita e declarados no Imposto de Renda. Em seguida, os policiais foram até a agência bancária, onde teriam solicitado informações, inclusive sobre as imagens das câmeras de segurança.
Depois da abordagem, agentes também teriam se deslocado até um escritório político ligado ao deputado, na Rua Anne Frank, no bairro Boqueirão, onde foi cumprido mandado de busca autorizado pela Justiça Eleitoral.
POLÍCIA FEDERAL CONFIRMA
Em nota, a Polícia Federal confirmou nesta sexta o cumprimento de mandado de busca e apreensão no contexto de uma investigação sobre possíveis ilícitos eleitorais e movimentações financeiras consideradas atípicas. Inclusive operações envolvendo elevado volume de dinheiro em espécie. A instituição não revelou nomes, endereços ou valores específicos porque o procedimento tramita sob sigilo.
A PF informou ainda que documentos, registros e dispositivos eletrônicos foram recolhidos para esclarecer a origem e a destinação dos recursos e verificar eventual ligação com infrações eleitorais.
O caso ocorre a dois dias do primeiro turno das eleições. Porém, a existência de dinheiro em espécie ou o cumprimento de busca e apreensão não significam, por si só, a prática de crime ou responsabilidade do parlamentar. As circunstâncias da movimentação financeira ainda serão apuradas pela Polícia Federal e pela Justiça Eleitoral.