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PF encolhe na gestão 'morolista', diz Veja
ELEIÇÕES 2026

PF encolhe na gestão 'morolista', diz Veja

Quem fez da PF um dos pilares simbólicos da trajetória política precisa explicar por que, durante a única experiência no Executivo, a instituição enfraqueceu

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

PF (Foto: Polícia Federal)

A revelação feita pela 'Veja' sobre a redução no efetivo da Polícia Federal durante a passagem de Sérgio Moro pelo Ministério da Justiça merece leitura com atenção, mas também com cautela. O dado é politicamente relevante. Isso porque, entre janeiro de 2019 e abril de 2020, a PF perdeu 122 servidores ativos. Justamente sob o comando de um ministro cuja imagem pública sempre esteve ligada ao combate à corrupção e à valorização das instituições de investigação. Mas transformar esse número, isoladamente, em prova de “desmonte” pode ser uma simplificação conveniente em ano eleitoral. A máquina pública não se move apenas pela vontade de um ministro. Concursos, aposentadorias, orçamento, autorização de vagas e decisões do governo federal como um todo influenciam diretamente o tamanho do efetivo de uma corporação como a Polícia Federal. Ainda assim, no entanto, Moro não escapa da contradição política. Quem fez da PF um dos pilares simbólicos da trajetória política precisa explicar por que, durante a única experiência no Executivo, a instituição enfraqueceu em pessoal. A responsabilidade pode não ser exclusiva, mas o desgaste é inevitável para quem se apresenta como gestor da segurança pública.

POR ENQUANTO, NÃO HÁ RESPOSTAS

O ponto central, portanto, não é apenas acusar ou absolver Moro. É cobrar coerência de todos os que usam a segurança como bandeira eleitoral. No Brasil, candidatos costumam prometer fortalecimento das polícias, mas raramente explicam como vão ampliar efetivos. Ou garantir orçamento, modernizar estruturas e proteger a autonomia das instituições. A matéria da Veja abre uma discussão maior do que a disputa pelo Paraná. Ela mostra que biografia, por si só, não basta. O eleitor tem o direito de exigir dados, resultados e explicações. No caso de Moro, a pergunta que fica é simples: a defesa da Polícia Federal foi acompanhada de gestão concreta ou permaneceu mais forte no discurso do que na prática? Com a resposta o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro. Mas será que ele responde ou mais uma vez o Paraná vai ficar sem resposta? Leia outras notícias no Portal RSN.
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