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Prevenção reduz impacto dos alagamentos em Guarapuava, diz Secom
Medidas preventivas, como limpeza de galerias e desassoreamento de arroios, ajudaram a reduzir o tempo dos alagamentos registrados em 18 pontos da cidade
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Prevenção impede alagamento (Foto: Secom)
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A chuva registrada nas últimas horas em Guarapuava voltou a testar a capacidade de escoamento da cidade. De acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, 18 pontos tiveram alagamentos. O número acende alerta para os impactos da chuva forte em áreas urbanas, mas um dado chama atenção. De acordo com o município, os alagamentos duraram, em média, cerca de 20 minutos, e depois a água baixou. Pontos extremamente críticos como a Praça Cleve até à rua Brigadeiro Rocha, a rua Saldanha Marinho e área ribeirinhas alagaram, segundo o secretário de Comunicação Rafael Markus, mas normalizaram em poucos minutos. Outro dado relevante é que a Defesa Civil atendeu apenas uma família desabrigada, no Loteamento Paz e Bem.
[caption id="attachment_333556" align="aligncenter"]Água flui normalmente (Foto: Secom)Água flui normalmente (Foto: Secom) Água flui normalmente (Foto: Secom)[/caption]
O cenário de instabilidade segue relevante e rios podem transbordar. Conforme moradores do Jordão, por exemplo, falta meio metro para que as águas atinjam a ponte do Tio Abé e prejudiquem a estrada. Conforme dados do Simepar, a previsão diária para Guarapuava nesta segunda (29), indicava precipitação acumulada de 72,9 mm e 98% de probabilidade de chuva. Às 10h30, a estação do Simepar no município registrava 13,9 °C, umidade relativa de 100% e sem precipitação no momento da medição.
PREVENÇÃO COMEÇOU HÁ SEIS MESES
Conforme Markus, a resposta mais rápida do sistema de drenagem é resultado de medidas preventivas iniciadas há cerca de seis meses. Nesse período, equipes da Secretaria de Obras e da Surg executaram ações como desassoreamento de arroios e limpeza de galerias pluviais, pontos considerados estratégicos para evitar que a água fique represada nas vias. "Sabíamos que a temporada de chuva seria intensa."
Entretanto, a diferença não elimina o problema, mas muda a escala do impacto. Alagamentos, mesmo rápidos, ainda representam risco para motoristas, pedestres, comerciantes e moradores de áreas mais baixas. Porém, quando a água escoa em poucos minutos, o prejuízo tende a ser menor e a cidade consegue retomar a normalidade com mais agilidade.
Markus também destacou que a população tem papel decisivo nesse processo. A drenagem urbana não depende apenas de obras públicas. Isso porque o lixo jogado nas ruas, sacolas, garrafas, folhas e entulhos acabam sendo levados pela enxurrada e podem bloquear bueiros e galerias. Por isso, a conscientização passa a ser parte da política de prevenção.
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