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CCJ REFORMA PREVIDÊNCIA

Relatório da reforma da Previdência é aprovado após tumulto na CCJ

Próxima etapa é na Comissão Especial, quando conteúdo da proposta será discutido

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

CCJ REFORMA PREVIDÊNCIA

*Reportagem com áudio. [caption id="attachment_178985" align="aligncenter"]
Percurso da corrida (Fonte: Agenda Off Road)Percurso da corrida (Fonte: Agenda Off Road)
(Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)[/caption] Confusão, gritaria e tumulto. Como em outras oportunidades, este foi o resumo do debate sobre a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A diferença é que, desta vez, o parecer do deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) que atesta a constitucionalidade da proposta enfim foi aprovado. Logo nas primeiras horas da sessão, os parlamentares da oposição começaram a discursar fazendo críticas à falta de informações sobre os números usados como referência para a elaboração da reforma previdenciária. Um deles foi o líder do PSB, deputado Tadeu Alencar (PE). [audio mp3="https://portalrsn.com.br/content/uploads/2019/04/sonora-1.mp3"][/audio] O governo logo reagiu aos ataques. A líder, Joice Halssemann (PSL-SP), afirmou que a oposição estava agindo apenas para atrasar a votação e que os dados sobre a reforma serão disponibilizados nesta quinta feira (25). [audio mp3="https://portalrsn.com.br/content/uploads/2019/04/sonora-2.mp3"][/audio] O embate continuou ao longo da sessão e, em vários momentos, os trabalhos foram interrompidos por brigas e invasões à mesa da presidência da CCJ. Em um deles, protagonizado pela deputada petista Maria do Rosário (RS), o presidente da Comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), reagiu. [audio mp3="https://portalrsn.com.br/content/uploads/2019/04/sonora-3.mp3"][/audio] A oposição insistiu na tese de que a ausência dos números que estimam o impacto financeiro da reforma prejudica a análise da constitucionalidade do texto. Líder da minoria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB–RJ) apresentou um requerimento para adiar a votação do parecer por 20 dias. O pedido, segundo a parlamentar, foi baseado em um artigo da Constituição Federal que estabelece que toda proposta legislativa que cause impacto financeiro deve embasar os valores anunciados. Para ser acatado, o requerimento precisaria da assinatura de outros 103 deputados. No entanto, o presidente da CCJ, Felipe Francischini afirmou que o número de assinaturas não foi alcançado, o que gerou mais bate-boca. [audio mp3="https://portalrsn.com.br/content/uploads/2019/04/sonora-4.mp3"][/audio] Mesmo com o todo o barulho, a oposição não conseguiu levar o requerimento adiante e o relatório pela Constitucionalidade da reforma da Previdência foi aprovado. Foram 48 votos favoráveis e 18 contrários. Agora, a próxima etapa da tramitação será na Comissão Especial, formada por deputados, para discutir o mérito, ou seja, o conteúdo da proposta. Se aprovada pelo colegiado, a PEC seguirá para a votação no Plenário da Câmara, onde precisará de 308 dos 513 votos, antes de entrar em pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. *Reportagem - João Paulo Machado