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Ricardo Barros sob suspeição de vender cargo à Empreiteira Valor

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Da Redação

Brasília - Ministro da Saúde, o maringaense Ricardo Barros é suspeito de vender um cargo no Governo do Paraná por R$ 15 mil mensais, em 2015, quando era deputado federal. A denúncia feita pelo dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza ganhou a mídia nacional nesta sexta (1º). A empreiteira é investigada na Operação Quadro Negro, que apura o desvio de R$ 20 milhões de obras de escolas estaduais. A informação é do jornal Folha de São Paulo, que tem os anexos da delação.

De acordo com as delações, o dinheiro seria entregue ao irmão da vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, o ex-vereador de Curitiba, Juliano Borghetti. Ele chegou a ser preso numa das fases da operação.

A delação aponta ainda a nomeação de Marilaine Aparecido Fermino, funcionária da construtora na vice-governadoria do Paraná, mas para atuar junto à Secretaria de Estado da Educação, tratando de assuntos de interesse da Valor no esquema investigado pela Quadro Negro. Posteriormente, seria realocada na Secretaria do Meio Ambiente. Ele foi demitida pelo governador Beto Richa, tempos depois.

Tanto Barros quanto seu cunhado negam qualquer participação na compra de cargo.