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A saída do prefeito Denilson Baitala do PL, por livre e espontânea vontade, e a provável ida para o Republicanos não surpreendem quem acompanha os bastidores da política em Guarapuava. O movimento já era esperado por este blog, porque Baitala nunca foi, de fato, apenas um nome do PL. A trajetória política dele sempre esteve diretamente ligada ao governador Ratinho Junior (PSD).
Foi Ratinho quem indicou Baitala para entrar na política, disputar a Prefeitura de Guarapuava e se eleger. Esse vínculo de origem pesa. Na política, a filiação partidária importa, mas o pertencimento político costuma falar mais alto. E o pertencimento de Baitala sempre foi ao grupo do governador.
Além disso, Guarapuava tem recebido muitos investimentos do Governo do Estado, o que torna a relação com Curitiba estratégica para a gestão municipal. Obras, recursos e articulação política passam por esse alinhamento. Para um prefeito em início de mandato, romper ou se afastar do grupo governista seria um movimento de alto custo.
O problema é que, dentro do PL, Baitala ficaria diante de uma contradição difícil de sustentar. Para manter coerência partidária, teria que apoiar Sergio Moro no Paraná, justamente o principal adversário do grupo governista. Isso colocaria o prefeito em uma posição desconfortável: seguir a legenda ou preservar o projeto político que o ajudou a chegar ao poder.
SAÍDA NATURAL
Nesse cenário, a ida para o Republicanos aparece como uma saída natural. O partido continua na base de Ratinho Junior e tem Alexandre Curi como nome ao Senado Federal. Ou seja, Baitala troca de sigla, mas não troca de lado: apenas ajusta a filiação dele à realidade política que já existia.
No fim, a saída do PL não representa ruptura, mas acomodação. Baitala deixa uma legenda que passou a caminhar contra o projeto estadual do governador e deve ingressar em um partido mais alinhado à trajetória, aos compromissos políticos e à governabilidade de Guarapuava.
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