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Sérgio Moro aceita ser o ministro da Justiça

Em 2016, em entrevista ao Estadão, Moro garantiu que não entraria para a política

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, será o novo ministro da Justiça. O magistrado aceitou o convite feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Moro, porém, se contradiz ao aceitar o convite, já que em 2016, quando concedeu entrevista ao jornal Estado de São Paulo como juiz responsável pela Operação Lava Jato, disse que jamais entraria para a política. Na ocasião, o juiz federal, acusado principalmente pelo PT de perseguir o partido, declarou também que a Justiça era "questão de prova" e que achava "errado tentar medir a Justiça por essa régua ideológica." Agora, já que o convite foi aceito, os processos da Operação Lava Jato passarão para a juíza substituta Gabriela Hardt, que assumirá de forma provisória a 13ª Vara Federal de Curitiba. Será ela quem interrogará o ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva, no dia 14 deste mês, no processo envolvendo o sítio de Atibaia. Entretanto, nessa quarta (31), acabou o prazo para que a defesa de Lula apresentasse as alegações finais no processo em que o ex-presidente é acusado de receber imóvel para o Instituto Lula, em São Bernardo do Campo, entendido como propina paga pela Odebrecht. Assinado por sete advogados, o documento pede a anulação do processo sob a violação ao princípio da presunção de inocência, já que o ex-presidente foi tratado como culpado desde a fase pré ­processual, impedindo-­se a realização de um julgamento justo. Pela ligação política de Moro, confirmada pela participação na equipe de Bolsonaro, a defesa de Lula acusa o juiz de ser parcial. Fotos de eventos com a presença de Moro, organizados por entidades ou por políticos como João Dória, foram anexadas às alegações.