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Brasília - Sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar o habeas corpus no qual a defesa do ex-presidente Lula tenta impedir eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Sessão do STF movimenta o país

Onze ministros decidem o futuro do ex-presidente Lula

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

Brasília - Sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar o habeas corpus no qual a defesa do ex-presidente Lula tenta impedir eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal (Antonio Cruz/Agência Brasil)

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(Foto: Reprodução/Agência do RádioMais)(Foto: Reprodução/Agência do RádioMais)
Sessão do Supremo Tribunal Federal (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)[/caption] A atenção da maioria do povo brasileiro está voltada ao O Supremo Tribunal Federal (STF), que retoma nesta quarta feira(4) o julgamento do habeas corpus no qual a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta impedir a sua eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal. Manifestantes prós e contras estão mobilizados desde ontem, terça (3). Em Guarapuava, o movimento denominado Sociedade Civil Organizada se reuniu em frente ao Fórum Desembargador Guarita Cartaxo a favor da prisão do ex-presidente. Nenhuma mobilização favorável a Lula foi registrada na cidade. Em Brasília, porém, a movimentação é grande e reúne os dois lados em frente ao STF. Os manifestantes favoráveis e contrários serão separados por meio de um corredor de policiais e uma grade de 1,20 metro de altura. Os contrários à concessão do habeas corpus deverão ficar à direita da Esplanada, concentrando-se no Museu Nacional. Já os favoráveis à decisão ficarão à esquerda, concentrando-se a partir do Teatro Nacional, informou a Agência Brasil. O CASO O caso começou a ser julgado no dia 22 de março, mas a sessão foi interrompida na Corte. Com isso, o ex-presidente ganhou um salvo-conduto para não ser preso até a decisão desta tarde. Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do trplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato. No julgamento de hoje (4), os 11 ministros que compõem a Corte devem entrar no mérito do pedido de Lula, o que não foi abordado no dia 22 de março. Ao entrar no mérito, a questão de fundo a ser discutida pelo plenário do Supremo será a possibilidade de execução provisória de pena por condenado em segunda instância, mesmo que ainda existam recursos contra a condenação pendentes de análise em tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o próprio STF. VOTO DECISIVO Diante de um impasse sobre o entendimento da Corte, que autorizou a execução provisória de condenados em segunda instância, em 2016, o voto decisivo no julgamento desta quarta deve ser proferido pela ministra Rosa Weber. Há dois anos, quando o Supremo analisou a questão da prisão após segunda instância, a ministra votou contra a execução provisória de condenados. No entanto, até o momento, ela não proferiu decisões individuais evitando a prisão de condenados e vem seguindo a decisão da maioria do plenário. Com voto da ministra contra o habeas corpus, o placar pode ficar em 6 a 5 a favor da execução provisória da pena de Lula. Se ela votar a favor da concessão do habeas corpus, o placar da votação pode passar para 6 votos a 5 contra a execução provisória da condenação. Com base em votos proferidos em julgamentos sobre o mesmo tema nas duas turmas da Corte, a expectativa é de que os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello devam votar contra a prisão em segunda instância. Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes a favor. Após receber o salvo-conduto do STF, Lula teve seu último recurso na segunda instância, um embargo de declaração, negado pelo TRF4. Com isso, o julgamento do habeas corpus no STF tornou-se a última chance para que o ex-presidente consiga garantir o direito de continuar recorrendo em liberdade às instâncias superiores contra sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro. Na semana passada, a defesa do ex-presidente disse que pretende protocolar mais um embargo de declaração no TRF4, contra a rejeição do primeiro embargo de declaração – tipo de recurso que prevê esclarecimentos de uma decisão, mas não muda a sentença judicial. O TRF4 tem negado rapidamente esse tipo de recurso sucessivo, por considerá-lo protelatório. A possibilidade de expedição de mandado de prisão por Moro dependeria, então, do encerramento do trâmite do processo no TRF4 e de negativa do STF ao pedido de habeas corpus preventivo no julgamento desta quarta feira.

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