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STF decide que homofobia é crime equivalente ao de racismo
Julgamento foi suspenso e será retomado no dia 5 de junho
Gilson BoschieroJornalista
2 min de leitura
(Foto: Reprodução/Agência do RádioMais)
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*Reportagem com áudio (Cintia Moreira/Agência do RádioMais)
[caption id="attachment_181342" align="aligncenter"](Foto: Reprodução/Agência do RádioMais)(Foto: Reprodução/Agência do RádioMais) (Foto: Reprodução/Agência do RádioMais)[/caption]
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, nesta quinta feira (23), a favor da criminalização da homofobia, equivalente ao crime de racismo. Apesar de apenas seis dos onze ministros terem votado, o julgamento foi suspenso e será retomado no dia 5 de junho. Já votaram a favor da criminalização da homofobia os ministros Celso de Mello, Luis Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux.
Na abertura da sessão, por maioria de votos, a Corte decidiu dar continuidade no julgamento, mesmo diante da deliberação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, que aprovou nesta semana um projeto que tipifica condutas preconceituosas contra pessoas LGBTI. Em seu voto no julgamento desta quinta (23), Fux chegou a afirmar que "depois do Holocausto, jamais se imaginou que um ser humano poderia ser alvo dessa discriminação e violência".
A Ananda Puchta, advogada do Grupo Dignidade, organização que luta pela cidadania de gays, lésbicas, bissexuais e trans, comemorou a decisão e lembrou que, a partir de agora, os agressores serão punidos na forma do crime de racismo, e a pena varia de um e cinco anos de prisão.
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Por enquanto, o STF está declarando a omissão do Congresso Nacional para aprovar a matéria e determinando que o crime de racismo seja enquadrado nos casos de agressões contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis, até que a norma seja aprovada pelo Parlamento.
Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.