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Com tempo de televisão, fundo eleitoral e poder de negociação, a Federação União Progressista virou peça-chave na disputa pelo Palácio Iguaçu
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Ratinho e Ricardo Barros (Foto: divulgação)
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O fim de semana promete ser decisivo para a relação entre a Federação União Progressista e o governador Ratinho Junior. Enquanto o PSD acelera a montagem da chapa de Sandro Alex, o PP e o União Brasil seguem valorizando o tempo como principal ativo político. Quanto mais perto das convenções, maior o poder de negociação.
A entrevista do deputado federal Ricardo Barros à CBN Maringá deixou isso evidente. Sem rodeios, o secretário-geral do PP afirmou que a escolha de Sandro Alex como candidato do governador "criou uma certa instabilidade" no cenário eleitoral. Para Barros, ainda é cedo para cravar quem enfrentará Sergio Moro em um eventual segundo turno, citando também Rafael Greca e Requião Filho como nomes competitivos.
A fala destoa do discurso otimista adotado pelo Palácio Iguaçu, mas reflete uma avaliação que circula nos bastidores. Ricardo Barros apenas verbalizou o que muitos aliados preferem comentar reservadamente. Ou seja: a sucessão estadual continua aberta e a transferência de capital político de Ratinho Junior para o candidato ainda será colocada à prova.
Entretanto, vale lembrar que Ricardo Barros e o governador mantêm uma forte aliança política no Paraná.
'NOIVA DA ELEIÇÃO'
É justamente por isso que a Federação União Progressista ganha o tratamento de a "noiva" da eleição. Com tempo expressivo de televisão, um dos maiores fundos eleitorais e uma bancada robusta, o grupo tornou-se peça estratégica para qualquer projeto ao Palácio Iguaçu. A possibilidade de neutralidade no primeiro turno continua sobre a mesa, embora interlocutores do governo mantenham confiança em um entendimento.
Nos bastidores, uma nova rodada de conversas entre representantes da federação e do Palácio Iguaçu deve ocorrer neste fim de semana. O desfecho poderá indicar não apenas o tamanho da base de Ratinho Junior na sucessão estadual, mas também o grau de confiança dos aliados na viabilidade eleitoral de Sandro Alex. Até lá, o silêncio de muitos contrasta com a sinceridade de poucos. Ricardo Barros, mais uma vez, preferiu falar em voz alta.
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