Em breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portalEm breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Zona Oeste pode virar novo eixo de crescimento com bairro planejado
Projeto de Incorporadora, pelo Casa Fácil, Minha Casa Minha Vida e contrapartida da Prefeitura, prevê moradias na região do Colibri de Baixo
Cristina EstecheJornalista
4 min de leitura
Projeto do Bairro planejado (divulgação)
Compartilhar
A Zona Oeste de Guarapuava, historicamente marcada por vulnerabilidades urbanas e sociais, vai ganhar um novo impulso. Trata-se da proposta de implantação de um bairro planejado. O anteprojeto, apresentado pela Rottas Construtora em parceria com o Governo do Paraná, por meio do programa Casa Fácil, conta também com contrapartida da Prefeitura. O anúncio marcou a vinda do governador Ratinho Junior em Guarapuava, na última sexta (20).
Conforme informações apuradas pelo Portal RSN, a área escolhida tem cerca de 600 mil metros quadrados. Fica à esquerda do Jardim Colibri de Baixo, periferia da cidade. O terreno já está em fase final de negociação entre a incorporadora e o proprietário, segundo disse o gerente de Novos Negócios da Rottas, Mario Sergio Barros ao Portal RSN. "É uma parceria com os proprietários da área". O projeto encontra-se em fase de aprovação, após alinhamento entre a Rottas, departamentos da Prefeitura e do Concidades.
A proposta, conforme projetada, vai além da construção de moradias. O desenho do novo bairro prevê uma ocupação planejada, com parques lineares, área comercial e espaços reservados para órgãos institucionais, o que indica a intenção de criar uma nova centralidade urbana naquela Região da cidade. Em vez de apenas ampliar o perímetro habitacional, a ideia é induzir desenvolvimento, melhorar a infraestrutura e elevar o padrão urbanístico de uma área que por muito tempo permaneceu à margem do crescimento mais estruturado de Guarapuava.
CONEXÃO COM A CIDADE
[caption id="attachment_328119" align="alignnone"]Gustavo Pedrosa, secretário de Habitação de Guarapuava (Foto: arquivo/RSN)Gustavo Pedrosa, secretário de Habitação de Guarapuava (Foto: arquivo/RSN) Gustavo Pedrosa, secretário de Habitação de Guarapuava (Foto: arquivo/RSN)[/caption]
De acordo com o secretário municipal de Habitação, Gustavo Barbosa, uma das principais preocupações é evitar que o empreendimento se transforme em um núcleo isolado. “Nesta quinta (26) vamos na área para ver como vamos executar o acesso ao local, parte que cabe à Prefeitura”. Conforme o secretário, o cuidado do município é garantir que o novo bairro “converse com a cidade”, com acessos viários e integração ao tecido urbano já existente.
Esse ponto é central. Em experiências passadas, conjuntos habitacionais muitas vezes implantados longe da malha consolidada resultaram em pouca oferta de serviços, comércio e mobilidade. O discurso agora é outro: a aposta é em um bairro que nasça conectado, com estrutura mínima para evitar a lógica da periferização sem planejamento.
GOVERNO PAGA A ENTRADA
[caption id="attachment_320533" align="aligncenter"]Governador Ratinho Junior (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)Governador Ratinho Junior (Foto: Geraldo Bubniak/AEN) Governador Ratinho Junior (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)[/caption]
O empreendimento será viabilizado dentro do Casa Fácil Paraná, programa estadual voltado à ampliação do acesso à moradia e também Minha Casa Minha Vida. Pelo modelo previsto, o contrato é direto entre o interessado, a Cohapar e a Caixa Econômica Federal, com participação logística da Incorporadora. Um dos diferenciais, de acordo com o programa está justamente no subsídio concedido pelo Governo do Estado para facilitar a entrada no financiamento.
Na prática, quando o governador Ratinho Junior identificou que muitas famílias tinham dificuldade de arcar com o valor inicial para contratar a casa própria, o governo criou um mecanismo que destina entre R$ 20 mil e R$ 25 mil diretamente ao mutuário. Trata-se de um valor a fundo perdido, ou seja, que não acarreta no bolso do mutuário. Esse recurso, conforme o programa, viabiliza a entrada junto à Caixa, enquanto o restante do imóvel vai contar com parcelas, conforme a renda familiar, nos moldes do Governo Federal.
[caption id="attachment_329603" align="aligncenter"]Casas ficaram destruidas na Comunidade de Imbu, em Reserva (Foto: Prefeitura de Reserva)Casas ficaram destruidas na Comunidade de Imbu, em Reserva (Foto: Prefeitura de Reserva) Padrão da casa do bairro planejado pela Rottas (Foto: divulgação)[/caption]
ALCANCE SOCIAL
O programa é aberto a famílias enquadradas nas faixas 1, 2 e 3, ampliando o alcance social da política habitacional, conforme o o secretário de Habitação. O padrão das moradias é considerado médio, com cerca de 42 metros quadrados de área construída. De acordo Mario Sergio, o custo de uma casa gira em torno de R$ 225 mil, com 35 anos de prazo para pagamento. O equivalente a 420 mensalidades. Tudo depende da renda familiar.
Até que todo o projeto seja alinhado, o início das obras encontra-se previsto para o primeiro semestre de 2027. Para a Zona Oeste, o projeto pode representar mais do que novas casas. Pode significar valorização imobiliária, atração de serviços, melhoria da circulação urbana e fortalecimento econômico de uma Região.
Leia outras notícias no Portal RSN.
RODAPÉ 3