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"Os três Poderes, concebidos para o equilíbrio, enfrentam tensões que expõem fragilidades éticas, morais e estruturais"
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Acyr Neves (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
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O Portal RSN recebeu e compartilha o artigo escrito pelo advogado Acyr Neves. Ele é mestrando em Direito, membro relator da Comissão de Agronegócio da OAB/PR.
A JUSTIÇA E O TEMPO
O julgamento que nenhum tribunal evita
Por Acyr Neves
Advogado | Mestrando em Direito | Membro Relator da Comissão de Agronegócio da OAB/PR
Fé. Justiça. Propósito.
O Brasil vive um tempo de grandes provas institucionais. Os três Poderes, concebidos para o equilíbrio, enfrentam tensões que expõem fragilidades éticas, morais e estruturais. O que antes se sustentava sobre o
consenso dos princípios agora se inclina diante da inconstância das conveniências. O Poder Legislativo se fragmenta entre interesses imediatos. O Executivo busca conciliar autoridade e legitimidade em meio a
crises e demandas.
O Judiciário, guardião da serenidade jurídica, tornou-se palco das paixões públicas, admirado e criticado com a mesma intensidade. Mas há algo que se ergue acima dos conflitos: a
Constituição Federal, que nasceu sob a afirmação espiritual de que o Brasil está sob a proteção de Deus.
Essas palavras do preâmbulo não são ornamento, mas confissão de fé na necessidade de um limite moral superior ao poder humano. Miguel Reale ensinou que o Direito é fato, valor e norma, e Rui Barbosa
alertou que “a pior ditadura é a do Judiciário, pois contra ela não há a quem recorrer”. Ambos sabiam que sem virtude o poder se corrompe e a justiça se desfigura. Vivemos tempos em que a segurança jurídica
é testada pela insegurança moral.
Quando a moral pública se afasta da consciência de Deus, o Direito perde o seu rosto humano e a sociedade o seu rumo. “O direito e a justiça são os fundamentos do Teu trono.” (Salmos 89:14) O tempo é o juiz mais imparcial. Não absolve a mentira nem condena a verdade: apenas as revela.
Ele não se apressa, mas também nunca erra. A justiça é o altar visível; o tempo é o sacerdote invisível que consagra cada ato. “O tempo não fala, mas julga, e sua sentença é prolatada pela mão oculta do juiz que impõe a verdade. Nada melhor que um dia após o outro.” O tempo corrige o que o homem distorce e revela o que o poder tenta esconder. Quando a lei se une à verdade e o tempo a confirma, a Justiça deixa de ser apenas um sistema: torna-se a expressão moral da permanência da verdade.
Nota do Autor
Acyr Neves é advogado, mestrando em Direito e membro relator da Comissão de Agronegócio da
OAB/PR. É autor de reflexões que unem fé, razão e propósito na defesa da verdade e da integridade das
instituições brasileiras.
Acyr Neves
Advogado | Mestrando em Direito
Membro Relator da Comissão de Agronegócio da OAB/PR.
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