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Ao transformar entrega de obras em demonstração de força, hoje em Guarapuava, Ratinho Junior reforçou seu papel central no jogo de 2026
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
O governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta sexta em Guarapuava (Foto: Geraldo Bubniak/AEN) Guarapuava.
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Os bastidores de hoje (20) em Guarapuava disseram mais do que os discursos. Ratinho Junior não veio apenas entregar obra: ele foi ocupar território político com anúncio robusto, agenda positiva e presença de governo. Houve pacote de mais de R$ 190 milhões para a cidade, entrega da duplicação da PRC-466 com investimento de R$ 140,7 milhões e, numa somatória, um volume superior a R$ 543 milhões somando Guarapuava e a Região. Em política, esse tipo de agenda não serve só para inaugurar. Serve para sinalizar comando, prestígio e capacidade de induzir o jogo sucessório.
É justamente aí que Guto Silva aparece com densidade política maior do que a fotografia fria das pesquisas ainda mostra. Nesta sexta, ele esteve ao lado do governador no anúncio central do pacote para Guarapuava. Falou como secretário das Cidades e como operador de entrega. Num cenário em que Rafael Greca deixou o PSD rumo ao MDB e a disputa pelo espólio de Ratinho ficou mais concentrada. Ou seja: Guto tenta ocupar antes de Alexandre Curi o lugar de herdeiro funcional do governo. Traduzindo: o nome que não apenas pede apoio, mas ajuda a executar o projeto.
Os números, entretanto, ainda recomendam cautela. Sergio Moro lidera os cenários estimulados mais recentes; Alexandre Curi aparece à frente de Guto na Paraná Pesquisas, enquanto no IRG Guto já alcança 14% no cenário em que é testado. A leitura política, porém, não se esgota no retrato de hoje. Curi tem mais lastro interno e presença de Assembleia; Guto, por sua vez, parece buscar algo mais valioso nesta fase. Trata-se de associação direta, administrativa e simbólica com Ratinho Junior. Em sucessão, isso pode pesar mais adiante do que a largada sugere.
OPÇÕES DE BASTIDORES
No plano nacional, Guarapuava também reforça a tese de que Ratinho já saiu da condição de hipótese. Mesmo rejeitando o rótulo de “terceira via”, ele vai ocupar o espaço de alternativa à polarização entre o Presidente Lula e Flávio Bolsonaro. E traz com ele o que considera o maior ativo: entrega, obra e gestão.
Com o projeto presidencial ganhando corpo, e entrando numa possível disputa de segundo turno, ele impulsiona naturalmente o nome que abençoar no Paraná. Se não ganhar, volta inteiro ao estado e entra de vez na campanha do sucessor. E, pelo que Guarapuava mostrou hoje, Guto trabalha para ser o primeiro a transformar essa proximidade em vantagem política real.
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