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(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
CIRANDA

Ciranda no governo tem troca de seis ministros

E a troca anunciada nos ministérios pelo governo federal nesta segunda (29), gerou crise na cúpula das Forças Armadas

Gilson Boschiero
Gilson Boschiero Jornalista
3 min de leitura

(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Troca anunciada nos ministérios, gera crise na cúpula das Forças Armadas (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)[/caption] Uma nova crise política se instala no governo federal. Nesta segunda (29), a Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações (Secom) confirmou a mudança no comando de seis pastas do primeiro escalão. Chamada de reforma ministerial do presidente Jair Bolsonaro, a primeira troca começou cedo. De acordo com as informações Ernesto Araujo deixou o Ministério das Relações Exteriores na manhã desta segunda. O pivô teria sido a falta de trato com a China quando ele responsabilizou esse país pela disseminação da covid-19. Depois foi a vez do Ministério da Defesa perder o titular. Assim sendo, o general Fernando Azevedo e Silva pediu demissão. Entretanto, segundo informações da imprensa nacional, essas demissões geraram uma crise nas Forças Armadas. Tanto é que a cúpula militar está reunida na noite de hoje e pode anunciar uma debandada do governo. Se isso se confirmar será um fato inédito na história do país. Todavia a ciranda no primeiro escalão de Bolsonaro inclui ainda mudanças na Casa Civil, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, na Secretaria de Governo e na Advocacia-Geral da União (AGU). O presidente confirmou as mudanças nas redes sociais e informou que as nomeações sairão no Diário Oficial da União.

'NOVOS NOMES'

De acordo com o Planalto, a Casa Civil será comandada pelo general Luiz Eduardo Ramos, em substituição ao também general Braga Netto. Ramos, que até então ocupava a Secretaria de Governo, será substituído pela deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), que faz parte da base de apoio do governo no Congresso. Já Braga Netto será deslocado para o comando do Ministério da Defesa no lugar do general Fernando Azevedo e Silva, que anunciou mais cedo a demissão do cargo. O governo também confirmou o diplomata Carlos Alberto França, para o Ministério das Relações Exteriores. Ele é assessor especial de Bolsonaro, mas que até poucos meses atrás ocupava o cargo de chefe do cerimonial da Presidência. Na AGU, o governo anunciou o retorno de André Mendonça ao cargo, que assim deixará o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele entra no lugar de José Levi, que informou mais cedo sobre a saída do cargo. Assim, Mendonça volta a ocupar o mesmo cargo em que esteve até abril de 2020, quando substituiu o ex-ministro Sergio Moro no comando do MJSP. No lugar dele no Ministério, assumirá o delegado da Polícia Federal Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Leia outras notícias no Portal RSN.
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Sobre o autor

Gilson Boschiero

Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.