Pressionado por associações comerciais, o Senado Federal decidiu adiar a votação da PEC 221/2019, que propõe o fim da escala 6×1. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e o novo prazo só deve ser definido após as eleições.
O texto prevê jornada máxima de 40 horas semanais, divididas em cinco dias, sem corte de salário. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e agora depende de dois turnos de votação em plenário para seguir adiante.
O adiamento atendeu a um pedido do sistema associativista. Entidades do setor produtivo vinham cobrando mais tempo de debate sobre os efeitos econômicos e operacionais da mudança, sobretudo para micro e pequenas empresas.
A pressão ganhou força com uma nota pública da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), enviada aos parlamentares, e com um manifesto assinado por mais de 1.200 empresários entregue à Presidência do Senado.
Entre as exigências das associações estão um prazo de transição para as empresas se adaptarem. Bem como regras que respeitem a realidade dos pequenos negócios, incentivo à negociação coletiva e medidas para amenizar o impacto sobre empregos.
A Associação Comercial e Industrial de Guarapuava (Acig) informou que acompanha o andamento da proposta e defende que a discussão inclua trabalhadores, poder público e empresários antes de qualquer decisão final.
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