O nome da vereadora Cris Wainer (PT) passou a circular nos debates internos da cúpula petista. Ela surge como uma das possibilidades para ocupar uma vaga de suplência ao Senado na chapa de Gleisi Hoffmann. A movimentação ainda não oficializada pelo partido, revela uma disputa de bastidores. Isso porque envolve representatividade regional, força interna e composição política para as eleições de 2026.
Gleisi confirmou a pré-candidatura ao Senado em janeiro, após conversa com o presidente Lula e com a direção nacional do PT. A decisão reorganizou os planos do partido no Paraná e abriu uma nova etapa de negociações sobre a formação da chapa majoritária.
Nesse cenário, Cris Wainer aparece como um nome com apelo estratégico. Vereadora de Guarapuava, professora da rede pública municipal e sindicalista, ela construiu a trajetória política a partir da defesa dos servidores públicos. Também na defesa, da educação das mulheres e das pautas sociais. De acordo com o perfil institucional dela, Cris ingressou na direção do Sindicato dos Professores e Servidores Municipais em 2008 e presidiu o sindicato entre 2013 e 2020.
A eventual escolha de Cris também teria peso simbólico para Guarapuava e para o Centro-Sul do Paraná. De acordo com a vereadora, a presença de uma liderança local na suplência de uma candidatura ao Senado colocaria a região em uma posição de maior visibilidade dentro do projeto eleitoral petista. Já para o PT, seria uma forma de sinalizar que a chapa não ficará restrita aos grandes centros. Mas que pretende dialogar com municípios do interior, trabalhadores do serviço público, movimentos sociais e lideranças femininas.
APOIO INTERNO
Nos bastidores, o nome da vereadora conta com apoios relevantes, entre eles o do deputado federal Zeca Dirceu (PT), uma das principais lideranças do partido no Paraná. A aproximação política entre Zeca, Cris e lideranças petistas de Guarapuava é evidente.
A atuação de Cris no Legislativo municipal também reforça o perfil político da vereadora. Em 2025, a Câmara de Guarapuava aprovou projeto dela que criou a Política Municipal de Enfrentamento da Violência Política contra as Mulheres. Trata de várias diretrizes de prevenção, formação e combate a práticas que limitem a participação feminina nos espaços de poder.
De acordo com Cris Wainer, apesar da força do nome dela, a vaga ainda é disputada.
Outros nomes também pleiteiam espaço na composição, o que torna a definição parte de uma equação política mais ampla.
A suplência ao Senado costuma ser usada para equilibrar regiões, correntes internas, alianças partidárias e representações sociais. Por isso, a escolha final deve passar não apenas pela densidade eleitoral, mas também pela capacidade de agregar setores diferentes em torno da candidatura de Gleisi.
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