
DIA TURBULADO
Além da demissão do ministro, o Governo enfrenta turbulência com o escândalo da compra da vacina indiana Covaxin. É que Bolsorano comprou a vacina por um preço 1000% maior do que o anunciado pela própria fabricante seis meses antes. Conforme a denúncia feita pelo site do O Estadão nessa terça (22), documentos do Ministério das Relações Exteriores, sustentam matéria publicada.
De acordo com o jornal, um telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi, em agosto do ano passado, informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em 100 rúpias. O equivalente a US$ 1,34 por dose.
Entretanto, dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto fabricado na Índia “custaria menos do que uma garrafa de água”. Mas em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade. Ou seja, R$ 80,70, segundo a cotação da época. Essa é a mais cara das seis vacinas compradas pelo Brasil até agora. O contrato é de R$ 1,6 bilhão.
Conforme o presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz, se parte das denúncias feitas pelo deputado Luis Miranda forem confirmadas, a situação é gravíssima. "Se tudo aquilo que ele está falando for verdade são gravíssimas as acusações. Não podemos desmerecer uma informação que está sendo dada ao Brasil". De acordo com o parlamentar do DEM, ele avisou Bolsonaro de que havia corrupção na compra da vacina indiana. Porém, Bolsonaro desconsiderou.
PARCIALIDADE DE MORO
Ainda nesta quarta (23), por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal decide que Moro foi parcial contra Lula na ação sobre o tríplex do Guarujá.Leia outras notícias no Portal RSN.
