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Em troca-troca, três comandantes de Bolsonaro entregam cargos
Como em uma brincadeira, os nomes trocam os cargos no governo. Agora, os comandantes saíram após troca do general Fernando Azevedo e Silva
AntunesJornalista
3 min de leitura
(Foto: Reprodução/O Globo)
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[caption id="attachment_228295" align="aligncenter"] Em troca-troca, três comandantes de Bolsonaro entregam cargos (Foto: Reprodução/O Globo)[/caption]
O Ministério da Defesa anunciou nesta terça (30) a troca dos três comandantes das Forças Armadas. O novo chefe da pasta, o ministro Walter Braga Netto fez o anúncio na tentativa de contornar o mal-estar que se instaurou no Palácio de Planalto. Assim, a renúncia coletiva ocorreu por parte do general Edson Pujol, do Exército, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, da Marinha, e o tenente Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica.
Ontem (29), os três comandantes decidiram entregar os cargos após se surpreenderem com a demissão sumária do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Desse modo, a troca acaba por refletir o desejo do presidente Jair Bolsonaro de maior alinhamento político das Forças Armadas. Conforme o portal O Globo, com a repercussão, Braga Netto e Azevedo agiram para ter um desfecho menos traumático para crise.
Em vez de um pedido de demissão entendido como uma resistência a Bolsonaro, interlocutores da Defesa alegaram que os cargos foram pedidos pelo novo ministro. Além disso, a saída simultânea dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica não tem precedentes. Segundo fontes do Alto Comando do Exército, a pressão exercida sobre as Forças Armadas era para que os comandantes demonstrassem mais fidelidade ao governo Bolsonaro e as ações tomadas, e não por uma ruptura institucional.
APAZIGUANDO OS ÂNIMOS
Aliás, os militares que integram o governo têm se esforçado para minimizar a repercussão e tentam dar um ar de normalidade à troca. Afirmam ainda que, independentemente de quais sejam os novos comandantes das Forças, eles atuarão para preservar Exército, Marinha e Aeronáutica como instituição de estado, blindando da influência política.