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Ex-presidentes da Acig repudiam senadores na 'CPI da Covid-19'
Carta de repúdio enviada ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, com cópia para bancada paranaense, tem o aval de nove ex-presidentes da Acig
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
(Foto: Arquivo/RSN)
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[caption id="attachment_232015" align="alignnone"](Foto: Arquivo/RSN)(Foto: Arquivo/RSN) Sede da Acig em Guarapuava (Foto: Arquivo/RSN)[/caption]
Nove ex-presidentes da Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig) assinam uma carta de repúdioenviada ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco.
De acordo com o documento encaminhado nessa sexta (4), as lideranças externam "indignação e repulsa" pelas "agressões e desrespeito" contra as médicas Mayra Pinheiro e Nise Yamaguchi. Ambas prestaram depoimentos na 'CPI da Covid-19'. Conforme a agenda da CPI, Mayra depôs na terça (25) no Senado Federal. Ela ganhou projeção nacional por defender o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, ambas sem comprovação científica, no tratamento precoce da covid-19.
Entretanto, a médica paranaense Nise Yamaguchi prestou depoimento nessa terça (1°). Ela também é uma defensora do chamado tratamento precoce contra a covid-19. A médica teve o nome cogitado para ocupar o Ministério da Saúde após a saída de Nelson Teich.
Conforme o documento, as duas médicas, e demais pessoas foram humilhadas, principalmente, pelos senadores Omar Aziz, Renan Calheiros e Otto Alencar.
Não se discute aqui o fato da existência de quaisquer CPIs, pois sabemos que é uma prerrogativa dessa Casa instalar CPIs. Na verdade, o que se discute é o baixo nível que chegou o Senado Federal, com atitudes desrespeitosas, desqualificadas, preconceituosas e até patéticas de alguns de seus membros.
O teor do documento não poupa críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). "O STF, de uma Instituição passiva, discreta e guardião da Constituição, quase não notada, estranhamente, passou a agir ativamente, ou com ativismo, invadindo as atribuições do próprio Poder Judiciário, do Poder Legislativo e do Poder Executivo".
Diz também que essa atitude coloca a democracia em risco. "O que é inaceitável em qualquer país civilizado e democrático". E questionam: Onde estão os senadores “tão zelosos” quando se trata do poder Executivo?
Mas que, segundo o documento, pouco fazem. Assim, os empresários observam que o Senado é freio constitucional e legal, por exemplo, contra aos ataques a Constituição Federal perpetrados por membros do STF.
Nos parece que, diante dos humildes rugem como leões famintos, mas diante dos mais poderosos, como o STF, miam como gatos ardilosos.
Por fim, as lideranças empresariais conclamam os senadores paranaenses Álvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães. Eles pedem para que continuem reagindo em defesa dos direitos dos cidadãos e cidadãs.
SERVIÇO
Assinam o documento: Sérgio Cristovão Zarpellon, Célio Teixeira Cunha, Cledemar Mazzochin, Eloi Laercio Mamcaz. Além de Iris Previatti ,José Divonzil da Silva, Julio Cezar Pacheco Agner, Rudival Kasczuk e Valdir Grigolo.
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