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Levantamento sobre a extrema pobreza foi divulgado hoje (6) (Foto: Agência Brasil)
ECONOMIA

Extrema pobreza e desigualdade crescem há quatro anos, revela pesquisa

Levantamento sobre a extrema pobreza foi feito em todo o país pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Levantamento sobre a extrema pobreza foi divulgado hoje (6) (Foto: Agência Brasil)

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Governo do Paraná libera recursos no valor de R$ 650 mil para novos investimentos no Programa Criança Feliz -POBREZA
Levantamento sobre a extrema pobreza foi divulgado hoje (6) (Foto: Agência Brasil)[/caption] A leve recuperação econômica observada nos últimos dois anos no Brasil não se refletiu de forma igual entre os diversos segmentos sociais. Assim, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) a soma de todas as riquezas produzidas no país cresceu 1,1% em 2017 e 2018. Após as quedas de 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, o rendimento dos 10% mais ricos da população subiu 4,1% em 2018. Além disso, o rendimento dos 40% mais pobres caiu 0,8%, na comparação com 2017. Com isso, o índice que mede a razão entre os 10% que ganham mais e os 40% que ganham menos, que vinha caindo até 2015, quando atingiu 12. Assim, voltou a crescer e chegou a 13 em 2018, conforme Agência Brasil. Ou seja, os 10% da população com os maiores rendimentos ganham, em média, 13 vezes mais do que os 40% da população com os menores rendimentos. É o que mostra a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, divulgada hoje (6), no Rio de Janeiro. A análise é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo analisa as condições de vida da população brasileira. Além disso, o levantamento começou a ser feito em 1999, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), e, desde 2012, passou a utilizar os dados da Pnad Contínua. Ou seja, uma nova metodologia e, portanto, uma nova série histórica. Os dados divulgados hoje são referentes a 2018. Além disso, utilizam também outras informações, como a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) e o Sistema de Contas Nacionais.

DESIGUALDADE

Segundo o IBGE, o aumento da desigualdade é reflexo da falta de ganho real no salário mínimo ocorrida em 2018, além da informalidade e da subutilização no mercado de trabalho, que atingem níveis recordes atualmente, com 41,4% das pessoas ocupadas nessa condição, de acordo com o gerente dos Indicadores Sociais do IBGE, André Simões.