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Férias escolares tem rotina solta, riscos reais e atenção redobrada
Entre passeios, casa cheia e menos supervisão, especialistas lembram: prevenção simples evita quedas, queimaduras, intoxicações e afogamentos
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Férias escolares( Foto: Rovena Rosa /Agência Brasil)
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Nas férias escolares, o dia a dia das crianças muda. A rotina fica mais solta, surgem passeios e atividades novas e, muitas vezes, há menos supervisão direta. Esse combo aumenta a chance de acidentes. Seja em casa, em viagens, em clubes, no shopping ou na praia. E, portanto, exige dos pais um olhar mais preventivo.
A recomendação central dos especialistas é simples: avaliar a segurança dos ambientes antes de deixar a criança brincar. Em parquinhos, vale checar se os brinquedos estão conservados e se o piso reduz impacto. Em hotéis, casas alugadas e clubes, observar rede em janelas, isolamento/ proteção de piscina e acessos que impeçam a criança de chegar sozinha a áreas de risco.
Conforme especialistas consultados pela Agência Brasil, os perigos variam conforme a idade. Até três anos, os principais riscos estão dentro de casa: quedas (cama, sofá, ausência de berço em viagens), queimaduras (panelas, pratos quentes) e intoxicação por produtos de limpeza ao alcance. Já entre os maiores, o risco cresce com a “energia” das brincadeiras: bicicleta, skate e patins pedem equipamentos de proteção (capacete, joelheiras, cotoveleiras) e supervisão de um adulto.
Outro ponto crítico é o afogamento. Em piscina e praia, a regra é não negociar: criança pequena não pode acessar a água sem um adulto por perto. Isso porque o acidente acontece em segundos, com um instante de distração.
Para as crianças maiores, além da vigilância, entra a educação preventiva: conversar sobre o que fazer se se perder (procurar um adulto responsável e pedir ajuda), combinar regras de distância e pontos de referência, ensinar a respeitar orientações de guarda-vidas e, principalmente, dar o exemplo. Uma dica prática: em locais cheios, usar roupas de cores fortes, que facilitam localizar a criança à distância.
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