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Mas o que chamou atenção foi o que não se viu. Em um ano pré-eleitoral, a ausência de discursos políticos mereceu aplausos
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
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Em Guarapuava, entre barris artesanais e acordes de bandas locais, a I Festa Nacional da Cevada e do Malte despontou como um evento marcante. Não apenas pelo sucesso de público, gastronomia e cervejas premiadas. Mas, principalmente, por simbolizar um novo momento para a agroindústria e a cadeia produtiva cervejeira no Brasil.
Coincidindo com o anúncio de um investimento de R$ 1,1 bilhão pela Agrária para a construção de uma nova planta voltada à produção de maltes especiais, a festa transcendeu o caráter inaugural. Se firmou como espaço de celebração da inovação, da agricultura de alto valor agregado. E muito mais do que isso: da integração entre produtores, cervejeiros artesanais e consumidores.
Com mais de 100 rótulos de cerveja, muitos deles premiados nacional e internacionalmente, o evento promoveu uma verdadeira imersão sensorial na cultura cervejeira brasileira. Gastronomia para todos os gostos, espaço para bandas locais e shows nacionais encerraram cada dia com brilho. Houve a conecção entre tradição e modernidade em uma experiência que respeitou a autenticidade da produção local.
Mas o que chamou atenção foi o que não se viu: palanques. Em um ano pré-eleitoral, a ausência de discursos políticos mereceu aplausos. Ao contrário de tantas outras festividades que acabam capturadas por estratégias eleitorais, a I Festa da Cevada e do Malte manteve o foco no público e na proposta original. Ou seja, uma festa para a população. Para valorização da cadeia produtiva do malte, da agricultura familiar à mesa do consumidor.
NO PONTO
A decisão da Secretaria de Turismo em manter o evento no local escolhido se mostrou acertada. O espaço foi elogiado tanto pela estrutura quanto pela ambientação que mesclou rusticidade e funcionalidade, promovendo a circulação de milhares de visitantes em segurança e conforto. A festa encontrou 'seu ponto', como se diz no jargão cervejeiro.
Por fim, o anúncio da nova planta da Agrária representa mais do que um investimento bilionário: é uma sinalização clara de que o Brasil pode deixar de ser apenas um grande consumidor de cerveja para se afirmar como referência global em produção de insumos premium. E Guarapuava está nesse epicentro. A festa, nesse contexto, foi o brinde inaugural a esse novo ciclo.
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