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Guarapuava encerrou maio de 2026 com saldo negativo de 373 vagas formais de emprego. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram 1.961 admissões contra 2.334 desligamentos no município, o segundo pior resultado mensal da série histórica de Guarapuava desde maio de 2020.
Os cinco grandes grupamentos de atividade fecharam postos de trabalho simultaneamente em maio. A agropecuária liderou as perdas entre os grupamentos, com saldo negativo de 120 vagas. Na sequência aparecem o comércio (-85), os serviços (-61), a indústria (-55) e a construção civil (-52).
RESULTADO DETALHADO
O recorte por ocupação detalha ainda mais esse cenário. Os trabalhadores da produção de bens e serviços industriais somaram o maior prejuízo, com 138 postos fechados, seguidos pelos trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, com 112 desligamentos líquidos. Os técnicos de nível médio foram a única categoria a fechar o mês no positivo, com saldo de apenas 1 vaga.
A faixa etária de 30 a 39 anos foi a mais afetada entre os trabalhadores, com saldo negativo de 109 postos. As faixas de 40 a 49 anos (-102) e 50 a 64 anos (-98) também tiveram perdas expressivas. Já os extremos da pirâmide etária fugiram à regra: trabalhadores de até 17 anos (+16) e com 65 anos ou mais (+11) registraram saldo positivo no mês.
Por grau de instrução, quem tem ensino médio completo sofreu o maior impacto, com 133 vagas fechadas, à frente de trabalhadores com fundamental incompleto (-93). Analfabetos foram o grupo menos afetado proporcionalmente, com saldo de -9.
O tempo médio de emprego dos trabalhadores desligados foi de 17 meses. Guarapuava fechou o mês com um estoque de 46.183 vínculos formais ativos, uma variação relativa de -0,80% em relação a abril.
A queda atingiu homens e mulheres, mas pesou mais sobre o público masculino. As trabalhadoras somaram saldo negativo de 129 vagas, enquanto os homens perderam 244 postos no período.
O resultado interrompe a sequência positiva do mês anterior. Em abril, Guarapuava havia fechado o mês com saldo de 127 novas vagas com carteira assinada, puxado principalmente pelo setor de serviços.
PARANÁ
O estado seguiu na direção contrária à do município. O Paraná gerou 60,4 mil empregos formais nos cinco primeiros meses de 2026 e manteve o quarto maior saldo de vagas do país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Somente em maio, o saldo estadual foi de 2.210 novos postos, o quinto mês consecutivo de resultado positivo.
O Paraná foi o único estado da Região Sul a fechar maio no azul. Rio Grande do Sul e Santa Catarina puxaram o saldo regional para -4.109 vagas. Os serviços lideraram a geração de empregos no estado no ano, com 35.140 postos, seguidos por indústria (13.761), construção civil (9.024), comércio (2.025) e agropecuária (450).
BRASIL
No país, o saldo de maio foi de 72.960 vagas, o menor resultado para o mês desde 2020. No acumulado do ano, o Brasil já soma 767.326 novos postos com carteira assinada, alta de 1,6%, com estoque de 47,8 milhões de vínculos formais.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração às altas taxas de juros e ao cenário externo, mas destacou que o país mantém o menor índice de desemprego da história. Serviços (+45.655), construção (+12.096), agropecuária (+10.205) e indústria (+4.974) puxaram o resultado positivo em maio, enquanto o comércio ficou praticamente estável, com saldo de apenas 40 postos.
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