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(Foto: Reprodução/Pixabay)

Guarapuava registra 841 casos de HIV, sendo a maioria em homens

Do total, são 436 homens (53%) e 405 mulheres (48%). De acordo com o SAE, em 2020 o aumento ocorreu em pessoas com idade entre 25 e 35 anos

Antunes
Antunes Jornalista
4 min de leitura

(Foto: Reprodução/Pixabay)

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(Foto: Reprodução/Pixabay)(Foto: Reprodução/Pixabay)
De acordo com o SAE, em 2020, o aumento ocorreu entre pessoas com 25 a 35 anos (Foto: Reprodução/Pixabay)[/caption] A Aids é uma doença crônica causada pelo vírus HIV, que danifica o sistema imunológico e interfere na habilidade do organismo em lutar contra outras infecções. Em Guarapuava, foram registrados até esta sexta (24) 841 casos, sendo desse total 436 homens (53%) e 405 mulheres (48%). De acordo com o Serviço de Assistência Espacializada (SAE), em 2020, o aumento ocorreu em pessoas com idade entre 25 e 35 anos.
Para conter o avanço, o Paraná integra a partir de agora, a ação de estratégia e controle da Aids. Assim, a Secretaria de Saúde do Estado está disponibilizando a oferta do autoteste de HIV para todas as cidades que manifestarem interesse. Essa informação foi repassada durante a semana para as 22 Regionais de Saúde, com o objetivo de ampliar o acesso ao diagnóstico da doença. No entanto, Guarapuava ainda não vai receber o autoteste, como informa o SAE. "Este é um projeto iniciado no estado e será incluído em alguns municípios a princípio no mês de agosto. Porém, Guarapuava será contemplada em uma fase futura com data ainda a definir".
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, a liberação do insumo será feita nos municípios que estiverem organizados para fazer a distribuição, orientação e acompanhamento dos pacientes. [caption id="attachment_210438" align="aligncenter"]
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(Foto: Reprodução/AEN)[/caption]

DADOS EM GUARAPUAVA EM OUTROS ANOS

Em 2015, a cidade já registrava cerca de 518 casos. Se a pergunta que permeia esse tema é o baixo crescimento durante os anos, saiba que uma pessoa pode permanecer por até 10 anos convivendo com a doença e sem saber que contraiu, já que ela pode não apresentar sintomas. Naquele ano, a idade mais afetada era na faixa dos 15 aos 25 anos, apresentando dados de uma maioria jovem. Em 2013, a maioria dos casos atendidos pelo SAE eram de casais em união estável. Já em 2016, os dados continuavam a apontar as relações heterossexuais e estáveis como predominantes quando relacionadas ao HIV.

PARANÁ

Do primeiro caso diagnosticado no Paraná nos anos 80 até o ano de 2015, já são 44.460 casos de Aids e HIV registrado no Estado. De janeiro de 2007 até dezembro de 2018, o Paraná tinha o acumulado de 20.283 casos de Aids. O maior número estava concentrado na faixa etária de 30 a 39 anos, com 54,6% dos casos. Quanto ao número de pessoas infectadas pelo vírus HIV, houve 18.763 registros de 2007 a 2017 no Estado. Até o início deste ano, foram registrados mais de 39 mil paranaenses. Os números levam em conta os últimos 20 anos.

PREP

O remédio é uma combinação de dois medicamentos (tenofovir e entricitabina) em um único comprimido, que impede que o HIV se estabeleça e se espalhe pelo corpo. A PrEP não previne outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Portanto, deve ser combinada com outras formas de prevenção. De acordo com o SAE, a Profilaxia Pré-exposição funciona como profilaxia para o HIV, a eficácia é de 70% a 80%. "É indicado para pessoas com múltiplos parceiros, ou com parceiro com HIV positivo e que tenham dificuldades no uso de preservativo, lembrando que o preservativo não deve ser abandonado com o uso da PREP".
O paciente que é cadastrado para a PREP necessita fazer controle e acompanhamento médico regularmente. "A PREP estava em processo de implantação no Estado, mas mediante a pandemia foi suspenso. Desse modo, seguimos aguardando um novo momento para a implantação em Guarapuava".
A chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde, Mara Franzoloso, comenta que durante o primeiro semestre foi detectada uma redução em torno de 40% na busca pelos serviços em relação ao HIV/Aids. "Por isso, reforçamos orientação de atenção aos profissionais para novas formas de abordagem ampliação de ofertas para o diagnóstico e testes". Leia outras notícias no Portal RSN.
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