Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Guarapuava tira promessa do papel para estancar prejuízos sociais
ENFIM!

Guarapuava tira promessa do papel para estancar prejuízos sociais

Quando o Estado falha em prover proteção de proximidade, o custo real é pago pelas famílias em forma de insegurança e vulnerabilidade

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Vetores (reprodução: Freepik)

A aprovação da Guarda Municipal de Guarapuava (GMG) traz um alento, mas também uma reflexão amarga. Por que demoramos tanto? A criação desta força foi promessa de palanque de diversos prefeitos anteriores, mas enquanto a política patinava, a sociedade pagava a conta da insegurança. Diz-se frequentemente que a segurança é cara, mas a pergunta correta é: quanto custa a ausência dela? No debate público, números orçamentários costumam dominar a cena, esquecendo-se de que a vida humana não possui etiqueta de preço. Quando o Estado falha em prover proteção de proximidade, o custo real é pago pelas famílias guarapuavanas em forma de insegurança e vulnerabilidade. Ao discutirmos o custo da GMG, é impossível não olhar para o cenário nacional. O Rio de Janeiro é o estado que historicamente mais recebe recursos federais para segurança. Mas, paradoxalmente, apresenta um dos piores números quando se trata de segurança pública. Guarapuava, ao iniciar a Guarda com parcerias de "custo zero" (como o convênio com Curitiba) e foco em 35 agentes bem formados, mostra que o segredo não é o volume de dinheiro, mas a estratégia de aplicação.

O BONDE DA HISTÓRIA

Enquanto Guarapuava celebra a criação da Guarda Municipal, o Brasil discute em Brasília duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que buscam transformar as Guardas Municipais em Polícias Municipais. O STF já deu passos largos ao reconhecer as GMs como parte integrante do Sistema de Segurança Pública. Estamos, portanto, correndo contra o tempo. Se Guarapuava não tivesse aprovado a GMG agora, ficaria à margem de uma transformação constitucional que dará ainda mais poder e recursos às cidades. Entrar nesse jogo "aos 45 do segundo tempo" é o mínimo necessário para não deixar a população local desamparada enquanto o resto do país avança para o policiamento de proximidade. Isto posto, a segurança pública municipal, não é um gasto: é um ativo. A demora custou caro com tantas vidas perdidas e que medidas preventivas poderiam ter evitado. Mas agora a estruturação anunciada pelo Coronel Péricles de Matos, técnica, armada e integrada, tem o potencial de tirar Guarapuava do atraso e colocá-la no mapa das cidades que entenderam que proteger o cidadão no próprio bairro é o primeiro passo para a paz social. Leia outras notícias no Portal RSN.
RODAPÉ 2

Tags

Compartilhar