O Presidente Lula teve a candidatura à reeleição homologada neste domingo (2). A decisão, formalizada pelo Partido dos Trabalhadores no Expo Center Norte, em São Paulo, coloca o presidente novamente no centro de uma disputa nacional. Ele agora em busca o quarto mandato.
A chapa de 2022 será mantida. Geraldo Alckmin, do PSB, volta a ocupar a posição de candidato a vice-presidente. Uma condição que preserva a composição que reuniu setores da esquerda, do centro e antigos adversários políticos em torno de Lula.
De acordo com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a homologação traduz o resultado de uma construção partidária ampliada. Além do PT e do PSB, o projeto contará com o apoio de PCdoB, PV, PDT, PSol e Rede.
A presença de Simone Tebet, candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB, deu ao encontro um tom mais duro. Em discurso, a ex-ministra chamou Flávio Bolsonaro de “golpista”. De acordo com Tebet, a eleição colocará em confronto projetos distintos sobre democracia, direitos sociais e participação feminina.
Não tem dois democratas disputando a eleição. O lado de lá é extrema direita.
A fala antecipa uma estratégia que deve marcar a campanha governista. Ou seja: associar a candidatura adversária ao legado político de Jair Bolsonaro e apresentar Lula como representante do campo democrático.
Apesar da formalização, o evento deste domingo teve um perfil mais interno, voltado à militância e às lideranças aliadas. O lançamento político de maior porte está previsto para 16 de agosto, no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. Trata-se da cidade onde Lula construiu a trajetória sindical e política.
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RSN.